sábado, 29 de dezembro de 2007

- O que sobrou?

O que resta
São as fotos e bilhetes
Nas gavetas
Nos quadros
Espalhados pelas cômodas
Pessoas são como rios-
Um dia bifurcam.
Trilham caminhos distintos.
Vive melhor
Quem aprendeu a dissimular!
Nunca me adaptei a rotina de um lar.
As janelas foram feitas para se olhar.
Eu as uso para saltar
Ir para um outro lugar.
Quem souber pode me explicar:
Por que o mundo é essa bosta?
Me mostra!
A vida não tem bússola!
E as pessoas estão cegas.
Alpinismo social, capitalismo, consumismo, superficialismo...
Hipocrisia já é normal!
Cada um veste a sua máscara de grife.
O que vale é estar na moda!
Ninguém deseja roer o osso
Mas todos querem comer o bife.
E quem mais condena
É que deveria dar absolvição.
“Não julgueis para não ser julgado.”
Então...?
Pratos, talheres, sofás, tv...
Sobram coisas
Mas falta o que não se vê.

Sobrou o último recado na secretária eletrônica
Sobrou a última mensagem no celular
O último e-mail
Está na hora de apagar!
Ficou a recordação.
Ficou a lembrança
Os planos que não foram concretizados.
A sensação de dormir sem ninguém ao lado.
Sempre um sai machucado.
Sempre um é julgado o culpado.
É hora de repousar.

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