
- Impasse -
Quero me esconder na sombra do seu desejo.
Banhar-me no rio que verte das tuas entranhas.
Matar a minha sede.
Beber-te por inteira!
Sugar-te até tu’alma parar dentro de mim.
Às vezes sinto medo do que possa acontecer.
Não te enxergo quando te vejo.
Não te conheço.
Não sei quem és.
Você se transforma.
Vira bicho.
É no seu olhar que eu te acho.
Deixa-me penetrar-te em silêncio, em segredo.
Dispa-se pra mim.
Dispa o seu espírito.
Você me dá medo; você me atrai.
Sensações paradoxais.
O que você quer de mim?
Fico tonto quando respiro o mesmo ar que você; quando estou próximo.
Você é o meu mel!
O mal que eu persigo!
O abismo que me chama!
O meu espelho de Narciso.
Minha utopia.
Minha Platonicidade!
Meu idealismo!
Meu cinismo!
Meu ar.
Minha salvação.
Você é tudo que eu quero; é tudo que eu renego.
Quando é que vai ter coragem para perder o controle?
Quando é que vai parar de calcular a quantidade de vinho?
Quando é que vai parar de pensar?
Você me deixou doente!
Dependente do seu cheiro; da sua presença; da sua energia.
Você me viciou!
Estou em suas mãos.
Esperando a sua salvação.
Deixa-me tatear-te com a língua.
Deixa-me sentir teu gosto mais íntimo.
Deixa-me medir a sua temperatura interior.
Deixa-me mergulhar para dentro dos seus olhos!
Deixa-me vasculhar-te.
Toque-me.
Use a sua língua.
Seja uma depravada!
Mata-me.
Desata-me.
Estou ansioso.
Pois, seus carinhos são perigosos.
Serpente do jardim do Éden!
Cicuta que calou Sócrates!
Nada em minhas veias!
Não sei se posso confiar na sua insanidade!
Talvez esse desejo massageie a sua vaidade.
Agora chega de meias palavras!
Basta de ser covarde!
Chega de falar e age!
Mas talvez essa seja a sua tara!
Curtir com a minha cara.
Isso te faz gozar.
Eu só quero ver quem é que vai descer do muro!
Eu já não tenho mais medo de escuro.
Já deixei de tentar entender certas coisas.
Tento fazer o meu melhor,
Mas às vezes nem sempre consigo.
Já me despi do manto,
Já deixei de querer ser santo.
Entendi que tudo isso é apenas uma força de expressão.
É uma forma de repressão!
Já não carrego o peso da cruz.
Tento andar na luz,
Mas não me perco na escuridão!
Existem muitas coisas que não controlo!
Estão acima do meu entendimento.
Deixei de sofrer!
Faço o que posso!
Já me finjo muito de cego e surdo!
Um dia estaremos face à face!
Hoje estamos nesse impasse!
Muitas coisas serão esclarecidas.
Muita projeção, muita negação, muita afetação...
Freud tem muita razão!
Mas me falta essa explicação.
Então deixa de tentar raciocinar a loucura!
Ela foge o tempo todo da razão.
Chega de alimentar o não!
Quero ver se vai se responsabilizar pela ação!
E então?
“O oeste é o meu norte!”
na hora “H” você sempre escapa por entre os meus dedos
como água.
Quero me esconder na sombra do seu desejo.
Banhar-me no rio que verte das tuas entranhas.
Matar a minha sede.
Beber-te por inteira!
Sugar-te até tu’alma parar dentro de mim.
Às vezes sinto medo do que possa acontecer.
Não te enxergo quando te vejo.
Não te conheço.
Não sei quem és.
Você se transforma.
Vira bicho.
É no seu olhar que eu te acho.
Deixa-me penetrar-te em silêncio, em segredo.
Dispa-se pra mim.
Dispa o seu espírito.
Você me dá medo; você me atrai.
Sensações paradoxais.
O que você quer de mim?
Fico tonto quando respiro o mesmo ar que você; quando estou próximo.
Você é o meu mel!
O mal que eu persigo!
O abismo que me chama!
O meu espelho de Narciso.
Minha utopia.
Minha Platonicidade!
Meu idealismo!
Meu cinismo!
Meu ar.
Minha salvação.
Você é tudo que eu quero; é tudo que eu renego.
Quando é que vai ter coragem para perder o controle?
Quando é que vai parar de calcular a quantidade de vinho?
Quando é que vai parar de pensar?
Você me deixou doente!
Dependente do seu cheiro; da sua presença; da sua energia.
Você me viciou!
Estou em suas mãos.
Esperando a sua salvação.
Deixa-me tatear-te com a língua.
Deixa-me sentir teu gosto mais íntimo.
Deixa-me medir a sua temperatura interior.
Deixa-me mergulhar para dentro dos seus olhos!
Deixa-me vasculhar-te.
Toque-me.
Use a sua língua.
Seja uma depravada!
Mata-me.
Desata-me.
Estou ansioso.
Pois, seus carinhos são perigosos.
Serpente do jardim do Éden!
Cicuta que calou Sócrates!
Nada em minhas veias!
Não sei se posso confiar na sua insanidade!
Talvez esse desejo massageie a sua vaidade.
Agora chega de meias palavras!
Basta de ser covarde!
Chega de falar e age!
Mas talvez essa seja a sua tara!
Curtir com a minha cara.
Isso te faz gozar.
Eu só quero ver quem é que vai descer do muro!
Eu já não tenho mais medo de escuro.
Já deixei de tentar entender certas coisas.
Tento fazer o meu melhor,
Mas às vezes nem sempre consigo.
Já me despi do manto,
Já deixei de querer ser santo.
Entendi que tudo isso é apenas uma força de expressão.
É uma forma de repressão!
Já não carrego o peso da cruz.
Tento andar na luz,
Mas não me perco na escuridão!
Existem muitas coisas que não controlo!
Estão acima do meu entendimento.
Deixei de sofrer!
Faço o que posso!
Já me finjo muito de cego e surdo!
Um dia estaremos face à face!
Hoje estamos nesse impasse!
Muitas coisas serão esclarecidas.
Muita projeção, muita negação, muita afetação...
Freud tem muita razão!
Mas me falta essa explicação.
Então deixa de tentar raciocinar a loucura!
Ela foge o tempo todo da razão.
Chega de alimentar o não!
Quero ver se vai se responsabilizar pela ação!
E então?
“O oeste é o meu norte!”
na hora “H” você sempre escapa por entre os meus dedos
como água.

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