sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

-MORTE-

Morre-se quando
O amor se vai.
Quando se corta a raiz
Que alimenta a esperança.
Quando o futuro
Passa ser lembrança.

Falta luz nesse quarto.
Falta espaço.
E eu não respiro mais aqui!
Quero sair pra longe!
A paz está lá fora
Bem longe daqui.
O carinho ausente.
A saudade massacra, inerente!

Morre-se
A cada amor
A sangria de dor.
A cada respiração
A cada fôlego
A cada paixão
Morre-se a cada dia


Nada vem sozinho.
Tudo faz parte de um todo!
A cada sorriso
Acompanha a lágrima.
A vida já vem com a morte.
O azar atrelado à sorte.
Onde está o nosso norte?
Cada noite presa em sonhos


Morre-se sem água
Sem ar
Sem amor...
Morre-se sem sonhos.
Os meus acabaram de acabar!

Não há horizonte sem teu olhar!
Meu barco necessita do seu mar.
Minha noite do seu luar!
A maldição que está a se instalar
Vem do sagrado
Que me proíbe de te amar!
Estou condenado!
Quero teu colo!
Teu carinho!
Teu vinho!



Morre-se em nascer!
Pelo simples fato de te querer-
Morro!
O que fazer?
Tentar ser feliz nessa vida
Antes que a estrada chegue ao fim
Ou desperdiçar as oportunidades
Com culpas cristãs?
O que eu sei
É que tenho muitas dúvidas!
A certeza não se senta comigo à mesa!
E a verdade é tão subjetiva
Quanto às metáforas
Contida na palavra que trás esperanças!
Morro sem os carinhos teus!
A condenação vem de Deus!

Morre-se por amar!
Morre-se por desejar!
Morre-se
Sem poder, sequer, imaginar.
Que daqui a pouco
Você chegaria
Para sempre ficar!

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