quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Dá e toma
Exclama, conclama, difama, insana...
Diz e finge que é
Morde e assopra, qual é?
Vem na minha direção e desvia no último segundo,
Espia, esconde, mostra, demonstra...
Enquanto o vinho a noite disfarça
A mancha na sua calça
O sorvete que é sugado no braço pela língua quente
O olhar de demente
A verborragia entornada
Derramada sem vergonha
Sem medo
Sem pressa
Sem essa
De coisinha e tal
De conceitos floridos e bordados de falsa moral
A sua inocência depravada
Me atrai para o jogo
E o caminho que nos separa é perigoso
Mas ambiguamente me dá fome
E quando eu avanço
Você foge como uma ratinha assustada.

Quando eu cresço
Você diminui
E as cartas estão na mesa
Estou pagando pra ver
Mas seu medo é indecisão
Que tenta velar o meu tesão
E eu não pago em cheque
Eu pago em dinheiro
Me enlouqueço com teu cheiro
Com sua língua roxa de vinho
Enquanto você se omite
Atrás da menininha virgenzinha
Vestindo a máscara de fadinha
Que por entre as coxas
Desliza o nécta do amor
Eu com cara de quem comeu e não gostou
Corro atrás dos carros
Como cachorro sem dono
Fico sem dormir
Tomo café com coca
Pra lembrar de esquecer
Pra fechar os olhos e não te ver
E como diz o outro:
“Comigo é tudo ou nunca mais!”
“Eu adoro um amor inventado!”

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