Explicando melhor: o discurso científico, se dizendo além dos tabus e dos preconceitos, reduz o sexo a uma visão biologizante; mostrando-o como algo"natural", estabelece cânones (padrões) sobre o que é normal ou patológico, classifica os tipos de comportamento, determina uma profilaxia (ou seja, normas de higiene e controle de doenças etc.) e aprisiona os indivíduos à última palavra do especialista "competente", através do qual o sexo é vigiado e regulado.
Para Bataille (Georges Bataille, o erotismo: o proibido e a transgressão, p.245), "o especialista nunca pode estar à altura do erotismo. Entre todos os problemas, o erotismo é o mais misterioso, o mais geral, o mais longínquo. Para aquele que se não pode furtar a ele, para aquele cuja vida se abre à exuberância, o erotismo é, por exelência, o problema universal. O movimento erótico é também o mais intenso dos movimentos (à exceção, se se quiser, da experiência dos místicos). Por isso está situado no cume do espírito humano".
Talvez você ao ver as fotos acima, possa ter se sentido agredido ou chocado. Se isso se deu, você já está contaminado pelo "recalque". As fotos acima revelam apenas corpos nus, mais nada. Se você tem "problema" com o nu, você precisa se tratar. Você precisa se libertar desse bloqueio que, fatalmente, se deu em algum momento da sua infância.Você não deveria se sentir constrangido e nem culpado!
O sexo retirado da amplitude inicial em que deveria se encontrar, isto é, todas as ações humanas, é restrito a momentos isolados, nas horas de lazer. E mais ainda: é submetido a um controle para que não se desvie da função de proibição, considerada fundamental, e é reduzida à genitalidade (ao próprio ato sexual).
Marcuse afirma:"Eficiência e repressão convergem".
A visão platônico-cristã dissocia o amor espiritual do amor carnal e associa sexo ao pecado.



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