sexta-feira, 25 de abril de 2008

NO MEIO DO FURACÃO.


Turbilhão de enigmas

Nos afronta de dia e de noite.

Andamos entre a razão e a emoção

como o super-homem de Nietzsche.
Urinamos nas poesias como Arthur Rimbaud.
Vendemos o nosso amor em liquidação.

Cada um com a sua fragilidade.

Cada um sujeito a sua criptonita!

Nunca somos os mesmos.

Um dia somos larvas,

outro somos peixes,

outro ainda, homens.

Tudo que desejamos é sempre muito subjetivo:

paz, amor, saúde, trabalho...

A mente pende para um lado e o corpo para o outro.

Como diziam os gregos idealistas:

o conflito primário do corpo e do espírito.

Somos seres em transformação assim como o universo.

Somos a evolução de alguma coisa que ainda está por vir.

Ainda estamos em metamorfose.

A utopia nos encerra em lugares inimagináveis.

Somos o processo.

Estamos no meio do furacão.

As casas, os lugares, as pessoas passam muito rápidas em nossas vidas.

Não nos aprofundamos em nada e nem em ninguém!

A fantasia do que não somos cobre a vergonha de nós mesmos.

Buscamos saídas, escapes, fugas...

Cada um com os seus demônios.

E às vezes o que queremos é apenas um dia tranquilo com as crianças.

Apenas o silêncio.

Apenas a solidão e uma taça de vinho tinto.
Ronald Rosman






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