
Turbilhão de enigmas
Nos afronta de dia e de noite.
Andamos entre a razão e a emoção
como o super-homem de Nietzsche.
Urinamos nas poesias como Arthur Rimbaud.
Vendemos o nosso amor em liquidação.
Cada um com a sua fragilidade.
Cada um sujeito a sua criptonita!
Nunca somos os mesmos.
Um dia somos larvas,
outro somos peixes,
outro ainda, homens.
Tudo que desejamos é sempre muito subjetivo:
paz, amor, saúde, trabalho...
A mente pende para um lado e o corpo para o outro.
Como diziam os gregos idealistas:
o conflito primário do corpo e do espírito.
Somos seres em transformação assim como o universo.
Somos a evolução de alguma coisa que ainda está por vir.
Ainda estamos em metamorfose.
A utopia nos encerra em lugares inimagináveis.
Somos o processo.
Estamos no meio do furacão.
As casas, os lugares, as pessoas passam muito rápidas em nossas vidas.
Não nos aprofundamos em nada e nem em ninguém!
A fantasia do que não somos cobre a vergonha de nós mesmos.
Buscamos saídas, escapes, fugas...
Cada um com os seus demônios.
E às vezes o que queremos é apenas um dia tranquilo com as crianças.
Apenas o silêncio.
Apenas a solidão e uma taça de vinho tinto.
Ronald Rosman

Nenhum comentário:
Postar um comentário