segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Luz e sentido e palavra, palavra é o coração não pensa
Ontem faltou água
anteontem faltou luz
teve torcida gritando quando a luz voltou
Não falo como você fala mas vejo bem o que você me diz
Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo
prefiro acreditar no mundo do meu jeito
E você estava esperando voar
Mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?
O que sinto muitas vezes faz sentido
E outras vezes não descubro o motivo
Que me explica porque é que não consigo ver sentido
No que sinto, no que procuro e desejo que faz parte do meu mundo
O arco-íris tem sete cores
E fui juiz supremo
Vai, vem embora, volta
Todos têm, todos têm suas próprias razões
Qual foi a semente que você plantou?
Tudo acontece ao mesmo tempo
Nem eu mesmo sei direito o que está acontecendo
E daí, de hoje em diante, todo dia vai ser o dia mais importante
Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer: estarei aqui
Não digo nada, espero o vendaval passar
Por enquanto eu não sei
O que você me falou me fez rir e pensar
Porque estou tão preocupado por estar tão preocupado assim
Mesmo se eu cantasse todas as canções
Todas as canções, todas as canções, todas as canções do mundo
Sou bicho do mato
Mas se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer: estarei aqui
Ou então não terás jamais a chave do meu coração.
-R.Russo-

RIO DE JANEIRO.





"Amo-te tanto, mas tanto

que até me dói o peito

me falta o ar;

Amo-te tanto, mas tanto

que deveria ser melhor

não te amar;

Amo-te com dor.

Amo-te com medo

de um dia acordar

olhar e não te achar

ao meu lado;

Amo-te com a sensação de que é pra sempre,

mas com a certeza

de que o pra sempre, sempre acaba.

Amo-te com coragem

pra querer arriscar!

se pudesse não te amar,

não te amaria,

mas se pudesse escolher,

que graça isso teria?"

-R.Rosman-


domingo, 30 de dezembro de 2007

Invento histórias de amor para não morrer de tédio!



VAI À LUTA!
"Eu li teu nome num cartaz

com letras de neon e tudo

ano passado diriam que eu estava maluco!

o pessoal gosta de escrachar

de ver a gente por baixo

pra depois aconselhar

dizer o que é certo e o que é errado

eu te avisei: vai à luta!

marca teu ponto na justa!

o resto deixa pra lá!

deixa!

deixa pra lá!"

"Adoro um amor inventado!"



Saudade do velho Barão! Ave Cazuza!



"Só as mães são felizes!"




"Eu ontem acordei com sono

sem vontade de acordar

o meu amor foi embora

e só deixou pra mim um bilhetinho

todo azul com seus garranchos

que dizia assim

chuchú vou me mandar

é eu vou pra Bahia

talvez volte qualquer dia

o certo é que eu tô vivendo

eu tô tentando

huhummm... nosso amor foi um engano.

hoje eu acordei com sono

sem vontade de acordar

como pode alguém ser tão demente,

porralouca, inconsequente ainda mais?

veio o amor como um abraço curto pra não sufocar

veio o amor feito um abraço curto pra não sufocar."

Agenor de Miranda Araújo Neto - Cazuza.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O INFERNO é doce! E hoje eu estou com os pés na lama! Vai ter uma festa quente lá! Alguém quer um convite?

Alguém é o anjo
o outro alguém o demônio!
alguém é o bem
o outro alguém é o mal!
e você
é quem???????????????
sempre haverá o medo
que é amigo do covarde!
Deixa!!!!!!!!!!
é assim desde que o mundo é mundo!
não é mesmo?
"Obrigado por ter se mandado
ter me condenado a tanta liberdade
pelas tardes, nunca foi tão tarde
seus abraços, suas ameaças!
obrigado por eu ter te amado
com a fidelidade de um bicho adestrado.
pelas vezes que chorei sem vontade
pra te impressionar
causar piedade.
pelos dias de cão, muito obrigado
pelas frases feitas
por esculhambar meu coração
antiquado e careta
me trair e me dar inspiração pra eu ganhar dinheiro
me trair e me dar inspiração
pra eu ganhar dinheiro!"
Tomo emprestado as palavras do poeta Cazuza.

"Algumas pessoas são como desertos: vazias, secas e inférteis."


- O que sobrou?

O que resta
São as fotos e bilhetes
Nas gavetas
Nos quadros
Espalhados pelas cômodas
Pessoas são como rios-
Um dia bifurcam.
Trilham caminhos distintos.
Vive melhor
Quem aprendeu a dissimular!
Nunca me adaptei a rotina de um lar.
As janelas foram feitas para se olhar.
Eu as uso para saltar
Ir para um outro lugar.
Quem souber pode me explicar:
Por que o mundo é essa bosta?
Me mostra!
A vida não tem bússola!
E as pessoas estão cegas.
Alpinismo social, capitalismo, consumismo, superficialismo...
Hipocrisia já é normal!
Cada um veste a sua máscara de grife.
O que vale é estar na moda!
Ninguém deseja roer o osso
Mas todos querem comer o bife.
E quem mais condena
É que deveria dar absolvição.
“Não julgueis para não ser julgado.”
Então...?
Pratos, talheres, sofás, tv...
Sobram coisas
Mas falta o que não se vê.

Sobrou o último recado na secretária eletrônica
Sobrou a última mensagem no celular
O último e-mail
Está na hora de apagar!
Ficou a recordação.
Ficou a lembrança
Os planos que não foram concretizados.
A sensação de dormir sem ninguém ao lado.
Sempre um sai machucado.
Sempre um é julgado o culpado.
É hora de repousar.

A DOCE E eterna CÁSSIA ELLER. Deve haver um LUGAR ESPECIAL para essas pessoas especiais!



Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assimA tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá pra ti e para mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor
-Renato Russo-

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

-MORTE-

Morre-se quando
O amor se vai.
Quando se corta a raiz
Que alimenta a esperança.
Quando o futuro
Passa ser lembrança.

Falta luz nesse quarto.
Falta espaço.
E eu não respiro mais aqui!
Quero sair pra longe!
A paz está lá fora
Bem longe daqui.
O carinho ausente.
A saudade massacra, inerente!

Morre-se
A cada amor
A sangria de dor.
A cada respiração
A cada fôlego
A cada paixão
Morre-se a cada dia


Nada vem sozinho.
Tudo faz parte de um todo!
A cada sorriso
Acompanha a lágrima.
A vida já vem com a morte.
O azar atrelado à sorte.
Onde está o nosso norte?
Cada noite presa em sonhos


Morre-se sem água
Sem ar
Sem amor...
Morre-se sem sonhos.
Os meus acabaram de acabar!

Não há horizonte sem teu olhar!
Meu barco necessita do seu mar.
Minha noite do seu luar!
A maldição que está a se instalar
Vem do sagrado
Que me proíbe de te amar!
Estou condenado!
Quero teu colo!
Teu carinho!
Teu vinho!



Morre-se em nascer!
Pelo simples fato de te querer-
Morro!
O que fazer?
Tentar ser feliz nessa vida
Antes que a estrada chegue ao fim
Ou desperdiçar as oportunidades
Com culpas cristãs?
O que eu sei
É que tenho muitas dúvidas!
A certeza não se senta comigo à mesa!
E a verdade é tão subjetiva
Quanto às metáforas
Contida na palavra que trás esperanças!
Morro sem os carinhos teus!
A condenação vem de Deus!

Morre-se por amar!
Morre-se por desejar!
Morre-se
Sem poder, sequer, imaginar.
Que daqui a pouco
Você chegaria
Para sempre ficar!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007






“E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo; e entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo.”


“E eu digo, sim! E eu digo, não ao não! E eu digo: Proibido, proibir!”
-Caetano-

“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei(...) O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
-Ev. I Cor. 13-

“E este é o amor: que andemos em obediência aos seus mandamentos. Como vocês já têm ouvido desde o princípio, o mandamento é este: Que vocês andem em Amor.”
-Ev. 2Jo. 6-

“O amor não tem rédeas. Não tem cela. Não tem volante. O amor é guiado pelo coração. Nesse caso o coração entende-se como cérebro, pois, normalmente é apenas um músculo responsável pelo bombeamento de sangue para todo corpo. É geralmente no coração que sentimos a descarga de adrenalina liberada pelo cérebro que, nesse caso não é apenas uma caixa de neurônios. Os dois, em comum acordo, governam o que não tem freio e nem direção: O Amor. Ele, o amor, é um cavalo indócil que não aceita as rédeas da razão e do bom censo. É ele quem escolhe e nós apenas nos entregamos – obedecemos.”
R.R.

“Se as coisas são inatingíveis... Ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas!”
-M. Quintana-

“Completamente bêbado de amor estou agora,
levantaram-se em minha alma as doçuras perdidas,
as trêmulas campanas de uma vida sonora
carregam os celestes cansaços desta vida.
(...) Se porém levo todos os meus rosais fechados,
dá-me fraterna mão, dá-me um fruto, Senhor,
dá-me dois seios mornos e dois olhos amados,
porque sem eles, ai, que me vai ser do amor?”
-P. Neruda-

“Teus olhos são negros,
negros como a noite sem luar,
são ardentes,
são profundos,
como o negrume do mar.
(...) sobre o barco dos amores, da vida boiando a flor,
douram teus olhos a fronte,
do Gondoleiro do amor.”
-Castro Alves-

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

PICO DA CONCEIÇÃO - Fernando de Noronha.



-Prisões e Liberdade-



Você me algema aos seus pés


E diz que sou livre.


Mostra-me a dor


E diz para eu ser feliz.


Tira-me a visão


E quer que eu veja.


Amordaça-me e pede para eu falar.



Já te entreguei as chaves da minha vida


Nas mãos.


Já te pedi que me fizesse feliz


Que me devolvesse a visão.


Ao menos para poder me perder em seus olhos.


Ao menos para poder caminhar no seu coração.


Mas eu nunca sei o que quer de mim.


Mas eu nunca consigo identificar o que é ruim.


Estar preso ao seu lado


É sinal de liberdade.


É felicidade solitária.



Não há mais ninguém aqui.


Somente nós dois esperando o fim.


O amor que sinto por você machuca.


Não dá para explicar


Essa idéia maluca.


Você consegue me tranqüilizar.


Me faz descansar


Em meio à tempestade.


Toca-me com calma


Encontra a minha alma


E a leva para um outro lugar.



Você me tira o ar


E quer que eu respire.


Você me enche de amor


E quer que eu enlouqueça.


Quer que eu esqueça


Perca a razão.


Me sugere a ilusão.


Me arrasta para o fundo


Da sua imaginação.


Me alimentando apenas com o seu amor.


E me pede para ser seu


Quando eu já sou.



Enquanto isso os lobos espreitam a caça.





Errado e Torto

Fui acusado de ódio no coração guardar!
Pela mesma pessoa que diz me amar
Que guardo ódio no coração
Que sou arrogante e prepotente!
Que sou espaçoso, estúpido e bruto.

Estou entre o cítrico e o etílico
O doce enjoa
O salgado dá sede
Guardo um nó cego
Que encerra o peito
E me confunde antes de me explicar!

Andei me questionando
Procurando o ódio por toda parte
Achei outras coisas que desconhecia
Solidão noite e dia
Amor em Imensidão
Condescendência quase nenhuma
Saudade brutal
Mas não brutalidade.
Achei muitas coisas
Que pouca gente sabe
E consegue enxergar

Na ausência dos outros
Eu consigo até amar
Sem ninguém para censurar
Para questionar a maneira de me expressar
Mas ainda não sei onde foi parar
O ódio que me dizem guardar?

Tenho tantas lágrimas
Por derramar
Que se eu liberar de uma só vez
Talvez
Possa uma catástrofe causar!

Eu amo sempre errado!
Quando me aproximo
Faço sempre sofrer
Tenho o destino torto
E luto para sobreviver
Me equilibrando no arame
Às vezes acordo já morto
Sem forças para discutir, questionar.
Sábio é o que sabe calar!
É quem me acalma com o olhar!
Que sai da frente para eu passar
Mas que me convence voltar
Sem precisar a força usar!

Eu respeito quem consegue a fera domar!
Sou o demolidor
Que vem o tédio derrubar!
Tenho muitos desejos
Que não posso confessar!
Mas ódio, ainda não pude encontrar!

Tem gente que acha que sabe quem sou,
Mas com a visão muito limitada, muito equivocada!
Geralmente são essas que insistem em me julgar!

Nem anjo nem demônio!
Nem santo e nem profano!
Sou a mistura de tudo
Que você teima em negar!

Até na maneira que tenho
De demonstrar carinho
De expressar o que sinto
Sou criticado.
Querem me internar!
Querem me calar!

Eu não vim aqui para o dedo apontar!
Não pretendo ser como Cristo
E o mundo salvar!
Desejo apenas ser compreendido!

Quem sabe um dia alguém possa
Me decifrar!


Mas ódio.
Isso não!

Não quero me envenenar!


domingo, 23 de dezembro de 2007

"Eu te amo, assim, tão só.
como é estéril a certeza dos que vivem sem amor!"
-Cazuza-





"Quem me dera ao menos uma vez

entender como um só Deus ao mesmo tempo é três

e esse mesmo Deus foi morto por você..."


ESPERANDO POR MIM


Acho que você não percebeu

Que o meu sorriso era sincero

Sou tão cínico às vezes

O tempo todo

Estou tentando me defender

Digam o que disserem

O mal do século é a solidão

Cada um de nós imerso em sua própria arrogância

Esperando por um pouco de afeição

Hoje não estava nada bem

Mas a tempestade me distrai

Gosto dos pingos de chuva

Dos relâmpagos e dos trovões

Hoje à tarde foi um dia bom

Saí prá caminhar com meu pai

Conversamos sobre coisas da vida

E tivemos um momento de paz

É de noite que tudo faz sentido

No silêncio eu não ouço meus gritos

E o que disserem

Meu pai sempre esteve esperando por mim

E o que disserem

Minha mãe sempre esteve esperando por mim

E o que disserem

Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim

E o que disserem

Agora meu filho espera por mim

Estamos vivendo

E o que disserem os nossos dias serão para sempre.

-Renato Russo-

"O EXAGERADO!"





Declarações de CAZUZA:


(leia com moderação)




Meu trabalho é totalmente intuitivo. Nunca estudei canto, dança, nada... eu sou rouco: eu birito, não tenho nenhum cuidado com a voz. Não faço nenhum exercício. Meu exercício é no palco".


Eu me considero um autodidata mesmo. A mis-en-scêne, tem muita coisa que a gente imita dos outros. Pego um pouquinho ali do Caetano, um pouquinho do Ney, um pouquinho do Mick Jagger, os ídolos da gente".


"Eu acho que tenho essa ironia, esse deboche sim. É uma autodefesa, porque as pessoas são fogo mesmo. Então a gente tem que jogar um pouco com o deboche, com o cinismo para não se machucar. Mas no meu trabalho mesmo, nas minhas letras, nas minhas entrevistas, eu levo tudo bem à sério... Cantar é a coisa mais séria que eu faço, que mais me faz feliz. O trabalho é uma coisa importante. A pessoa que não encontra algo que a realize, vira uma ameba".


"Sou muito sincero e às vezes até me arrependo disso. Se estou batendo um papo com um jornalista, eu estou sendo eu o tempo todo. Não tenho uma armadura... Agora, de certa maneira, depois da entrevista da Playboy, toda entrevista que faço, acabam batendo nessa tecla do homossexualismo, da droga. É uma coisa até que resolvi não falar mais, porque aí é a minha vida particular. Agora, tudo que falei ali reforço e assino em baixo".


"Não me sinto minoria, nunca me senti... Eu tenho horror a gueto. Quero viver num mundo diferente. Quero viver num mundo em que todo mundo conviva igual... Não faria parte de um gueto, nunca. Eu não gosto de andar só com preto, só com judeu, só com viado. Eu gosto de viver é com todo mundo junto. É uma experiência que eu tenho de vida. Me sentiria muito mal em levantar bandeira de qualquer coisa que fosse muito específico, portanto não quero levantar bandeira de minorias. Acho que a coisa tem que ser maioral".


"Artista e censura são incompatíveis. O artista tem é que cantar, escrever, compor, pintar. Sei lá, acho que o papel do artista é muito ligado ao plano etéreo, ao plano da fantasia, ao plano da poesia".


"É o cúmulo prender um garoto inteligente, que faz faculdade, que é futuro do Brasil, só porque foi pego com um baseado. É um absurdo internar esse garoto num lugar onde vai ficar tomando remédio... Tem que haver leis mais liberalizantes para isso. É claro que o Brasil tem coisas muito mais sérias para resolver. Mas é uma coisa que afeta a mim que sou classe média, burguês. O que eu acho bacana na política da Democracia ocidental é isso. É pocê poder votar no cara que vai tentar resolver o seu problema mais imediato... Eu falo de cadeira porque já fui preso várias vezes. É maior a violência contra o jovem. O jovem está sempre experimentando coisas novas, que às vezes são até passageiras".Correio Braziliense, Irlam Rocha Lima, 10/junho/1985


"Adoro quando as fãs rasgam minhas roupas. Me sinto o próprio Cauby Peixoto".Contigo, Walterson Sardenberg e Fernando Rocha, 01/julho/1985


"O rock é a idéia da eterna juventude. Quando descobri o rock, descobri também que podia desbundar. O rock foi a maneira de eu me impor às pessoas sem ser o "gauche" - porque de repente, virou moda ser louco. Eu estudava num colégio de padre onde, de repente, eu era a escória. Então quando descobri o rock, descobri a minha tribo: ali eu ia ser aceito! E rock para mim não é só música, é atitude mesmo, é o novo! Quer coisa mais nova que o rock? O rock fervilha, é uma coisa que nunca pode parar. O rock não é uma lagoa é um rio. O rock é a vingança dos escravos. É porque não é para ser ouvido, é para ser dançado, é uma coisa tribal. Rock é simplesmente uma batucada. O rock brasileiro é fazer gracinhas, é contar piada. O que a gente tem de forte no rock brasileiro é o "agá" que a gente leva".


"O Caetano (Veloso) rebolava e fazia tudo para chocar João Gilberto. E aí, então, a gente tem que chocar os ídolos da gente".Bizz, setembro/1985


"Eu sou muito diferente do pessoal do Barão. Sou mais velho, mais louco, mais boêmio: eles são mais saudáveis, acordam cedo, não fazem loucuras".


"Eu tenho um ego muito grande, não conseguiria dividir um palco ou um disco".


"Só as mães são felizes é uma homenagem às pessoas que vivem o lado escuro da vida, aquelas que preferiram trocar o escritório pela rua, que resolveram viver e escrever a vida".


"Eu sou capaz de viver o lixo e o luxo da vida, me sinto tão bem num botequim ou no Hippopótamus".


"Eu nunca precisei lutar pela vida, e tenho inveja de amigos meus que batalharam, passaram mal e conseguiram conquistar coisas por esforço próprio".


"Eu sou um inadimplente".


"Eu prefiro ser visto como um letrista; é mais a minha cara".Folha de São Paulo, Marcos Augusto Gonçalves, 15/11/1985


"Eu sou o rei da declaração".


"Você é bissexual? Eu digo que sou. Quem é seu ídolo? Eu conto. É um defeito. Acabo ficando com fama de bêbado, homossexual e maluco...".


"Não tenho luxos. Não sou de beber champanha no Hippopotamus. Meu luxo é tomar um Teacher's no Baixo Leblon e comprar um papel de vez em quando".


"Supermãe perde perto dela. A do Ziraldo é penico perto da minha".


"Amor demais não atrapalha. Um filho rejeitado nunca conserta a cabeça. Um superprotegido tá limpo".


"Os jovens de hoje são bem caretas. Eu preferia ter vivido nos anos 60. Mas já que vivo na época de agora, posso pelo menos falar mal dela".


"Levo uma vida burguesa. Mas sei que o Brasil vai mal, que tem gente morrendo de fome, que o Papa é um bobo e que o comunismo não está com nada".


" Sou meio ufanista, mas a miséria, a máfia e o FMI mataram o orgulho da gente".


"Não me considero um cantor. Levo legal o meu lero. Sou afinado. Mas não passo de um letrista que canta, que gosta de palco. No palco, me sinto o cara mais gostoso do mundo. Fora dele, fico meio indeciso, perdido...".Jornal do Brasil, Artur Xexéo, 17/11/1985


"Meu primeiro disco solo é um trabalho onde eu estou me expondo muito, quis mudar um pouco a temática. Na época do Barão Vermelho eu era tido como o letrista que cantava fossa, a dor de cotovelo... Este disco está um pouco mais para cima, tem músicas onde olho menos para o umbigo. Neste disco, eu quis fazer homenagens a poetas que gosto, está um trabalho diferente. Tem uma música bem romântica de uma separação, mas que não é dor de cotovelo. Tem músicas desesperadas, mas é um desespero mais universal, não é aquela coisa de dor a dois".


"Eu tenho vários lados. O lado escuro é um lado muito forte, porque sou muito boêmio, vivo muito de noite. Gosto muito da noite, acho que ela é um espaço, um território livre para tudo. Não sei... a noite é muito dramática, muito bonita. As pessoas que saem na noite, procuram algo que na verdade não vão encontrar, mas elas curtem a procura, aquele papo furado. Gosto muito de sol, também, de praia".


"O Rock da Descerebração foi feito para a peça UBU Rei, uma peça muito louca, porque o Jarry foi o primeiro punk, o primeiro beatinik. Ele e o Rimbaud, aquele pessoal todo do fim da virada do século que subverteram toda a caretice da época".


"Sou um cara que ouve muita música brasileira. Eu não conheço os grupos lá de fora, não conheço o rock internacional. Conheço Janes Joplin, blues, Stones, Beatles. Estou super por fora do new wave, pós-punk, etc. Sou um cara mais ligado nas coisas daqui do que nas de fora. Então, minha influência do rock veio a partir de Rita Lee, Jovem Guarda, Raul Seixas. Eu me coloco dentro de um rock que já está sendo feito há muito tempo, um rock mais genuíno".


"Acho que o sucesso é uma coisa muito perigosa. Não me deixo seduzir por ele. Eu nunca me deixei fascinar por transa de fãs me agarrando, porque sei que é uma coisa de momento... Tento ser coerente com o meu tarbalho e mais nada. Não me deixo seduzir por mordomias de sucesso: 'casacos de vison num dia, no outro trapos', tipo Billie Holiday".Correio Braziliense, 25/novembro/1985


"Sempre fui ligado em carros e meu prazer era encher o automóvel com a turma e ir para fora. Mesmo tendo carro, desejava ganhar uma moto e ficava com um ódio dos meus pais, porque davam o contra. Hoje, não ligo para carros, nem para motos".


"Já andei fazendo análise e descobri que era apenas para entrar na moda. Alugava amigos para me escutarem e era uma coisa bem solitária. Um dia descobri como transar o sexo e, embora tenha problemas, passei a me entregar às emoções sem sentimento de culpa. Hoje posso amar uma mulher ou um homem com mais intensidade e meus pais aceitam o filho que tem numa ótima".


"Gosto muito de fazer meu mapa astral, e outro dia disseram que meu melhor período da vida ia dos 28 aos 35 anos. Esse seria o tempo de grandes acontecimentos e tudo indica que vai ser bom mesmo. Por isso, adoro previsões".


"Quando esfrento as luzes do palco, há quem jure que meus olhos chegam a ficar verdes. Me defendo com esta postura".


"Gostaria de ter uma família. Fazer a minha família, o que deve ser muito bom. Mas, não me considero capaz de dar segurança a uma família. Vivo só meu delírio e, quando me sentir forte o bastante, quero ter um filho e ser um pai legal. Os problemas do mundo existem porque os pais não deram colo para seus filhos e eu queria muito mais colinho".


"Espero que, no futuro, não esqueçam do poeta que sou. Que as pessoas não se esqueçam de que, mesmo num mundo eletrônico, o amor existe. Existe o romance e a poesia. Que mais crianças venham a nascer e é fundamental o amor aos pais".Amiga, 04/dezembro/1985


"Quando eu era garoto, queria ser um grande arquiteto e só me interessava em ficar fazendo mapinhas da cidade, traçando ruas e desenhando edifícios. Essa mania acabou quando resolvi fazer vestibular e percebi que não dava para matemática. Como fazia mapas, fazia poesia às escondidas de meus pais, porque era um romântico, um cara cheio de dores-de-cotovelo".


"Meus pais foram muito compreensivos quando comecei a dizer em entrevistas que era bissexual. Só achavam que eu estava exagerando, me expondo, mas esse é o papel deles. Se há alguma coisa errada, é comigo. Procuro as respostas através da vida. Quando ficar velhinho e morrer, ninguém vai mais lembrar deste meu lado. Só a música vai ficar. É só isso que o público vai levar do Cazuza".


"Ser filho único, por um lado, é bom; por outro, não. Meu pai e minha mãe, por força da vida profissional, tinham que frequentar a vida boêmia - o que acabei herdando deles também - e me deixavam sempre com a minha avó materna. Ela era uma mulher fantástica, muito louca, aberta e deixou um grande buraco na minha vida quando morreu. Fiquei sozinho, sem um irmão para dividir comigo as alegrias e mágoas. Não tive coragem de me abrir com meus pais sobre minha vocação poética, porque pensava que iam dar o contra. Então, com minha avó, discutia versos, rimas. Ela foi a pessoa que mais influiu na minha infância e adolescência. Meu pai e minha mãe não eram repressores. Já aos 13 anos, tinha a chave de casa e o carro de meu pai para dirigir".


"Não consigo encontrar alguém que me entenda e, a essa altura, já não sei dividir mais nada, muito menos apartamento. Já não tenho saco pra ser cobrado de nada e dificilmente as mulheres entendem que gosto de ficar sozinho com meus versos, escutando música ou simplesmente em silêncio. Já cheguei a viver com uma e não deu certo. Sempre fui um cara certinho, sem as rebeldias dos jovens atuais. Claro que algumas vezes dava minhas fugidinhas de casa, mas sempre voltava como um bom menino".


"A minha música faz parte de uma história que começou quando o meu avô, dono de um engenho em Pernambuco, resolveu morar em cima do areal do Leblon ( Rio de Janeiro ), como terceiro morador da região. Ali nasceu meu pai, João Araujo, que se casou com uma moça linda, Lucinha, que cantava como um passarinho. Uma mulher que se tornou importante no cenário musical e que teve, numa das primeiras novelas da televisão, sua gravação da música Pelo vazio, de Cartola, incluída na trilha sonora. Gostava de vê-la cantando e penso que isso influi muito no meu futuro".Amiga, 04/dezembro/1985


"Exagerado é um disco agressivo, mas eu acho que a gente tem que ser agressivo, porque estamos numa época muito agressiva, a direita está agressiva. Fiz análise 2 anos e tenho uma coisa edipiana mesmo, e de Electra também... a minha ligação é forte com os dois, meu pai pelo lado da vida, e com a minha mãe pelo lado mágico. Minha mãe é mais uma coisa energética, cósmica, meio louca, ela entende tudo o que eu faço, não explico mais, pro meu pai eu já explico".


"A história das drogas está na Bíblia, é o pão e o vinho, um é o alimento e o outro é a imaginação. Eu, pelo menos, sou uma pessoa que precisa disto, quero tanto o pão como o vinho, a realidade e a fantasia. Tenho respeito por todas as religiões, o candomblé, tudo...".


"O Brasil precisa de muita força de seu povo. O único país da América Latina que está com a cabeça erguida é Cuba, que fez uma revolução contra um poder enorme. A gente tá muito de cabeça baixa... FMI, o brasileiro que em N.Y. fica querendo falar inglês bem porque lá é a capital do mundo; não tem nada disso, a gente tem que ter orgulho de ser brasileiro, sul americano, ter brilho nos olhos"."Eu não pirei com os Beatles, não dava muita importância, via como uma coisa meio histérica. Mas adorava também. Cantava Help! numa língua que inventei... Só quando pintou Caetano com Alegria, Alegria é que achei aquilo moderno. Gal cantando "a cultura, a civilização, elas que se danem..." Macalé e a 'morbideza romântica' de Wally Salomão. Rock eu conheci mesmo através do Caetano e da Tropicália, Os Mutantes, Rita Lee, Novos Baianos. Com 13 anos, eu estava lá no pier de Ipanema; ficava de tiete, de longe, tentava apresentar uns baseados pra eles, mas ninguém pedia".Manchete, Antonio Carlos Miguel, 07/dezembro/1985




Não Amo Ninguém

-Cazuza-


Eu ontem fui dormir todo encolhido

Agarrando uns quatro travesseiros

Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby

Pra nem eu nem Deus ouvir

Fazendo festinha em mim mesmo

Como um neném, até dormir


Sonhei que eu caía do vigésimo andar

E não morria

Ganhava três milhões e meio de dólares

Na loteria

E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia

Que me queria pra toda vida

Mal acordei, já dei de cara

Com a tua cara no porta-retrato

Não sei por que que de manhã

Toda manhã parece um parto


Quem sabe, depois de um tapa

Eu hoje vou matar essa charada

Se todo alguém que ama

Ama pra ser correspondido

Se todo alguém que eu amo

É como amar a lua inacessível

É que eu não amo ninguém

Não amo ninguém

Eu não amo ninguém, parece incrível

Não amo ninguém

E é só amor que eu respiro

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

"Quem inventou o amor?"












CLARISSE
Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo, E que estamos destruindo o futuro, E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos...
Renato Russo.

Ninguém deseja realmente saber o que eu sei.
Ninguém deseja viver a minha vida!
Ninguém vê o que eu vejo e nem sente as minhas dores!
Ninguém cheira como eu e nem sente os meus odores!
Ninguém!
Ninguém enxuga as minhas lágrimas quando eu sinto minhas dores,
quando morro de amores.
Quem diz que me conhece não sabe nada di mim!
"Quem diz que me entende, nunca quis saber."
"Eu não posso causar mal nenhum. A não ser à mim mesmo. A não ser à mim."
Não sou eu quem você vê.
Não sou eu quem vai ao mercado, ao banco, que passo atrasado...não sou!
Eu sou o outro que ninguém vê.
Que fica sozinho e em silêncio, esperando o carinho de um anjo bom,
que espreguiça no sofá,
que lê poesias, crônicas, jornal atirado no chão,
que acaricia a cria,
que boceja e balbucia palavras inteligíveis,
que (discute) questiona Deus,
que ora,
que chora...
Eu sou Eu.
Mas ninguém realmente deseja saber de mim.
e ninguém tem obrigação de saber de mim.
Se apenas me deixassem em paz...
...seria bom.
R.Rosman.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007


"Adoro o gosto da sua BOCA,
o cheiro da sua saliva,
a carne dos teus lábios,
a cor dos teus dentes.
Adoro morder a tua língua!
lamber o teu céu,
beijar o teu beijo,
respirar o seu ar.
Adoro o que você mastiga, quando me engole.
Tudo que a tua boca toca vira grande novidade."
MOSKA, Pailinh0.
"Na CASA do meu PAI há muitas moradas..."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007





"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não pára.


Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso e faço hora, vou na valsa. A vida não pára.


Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência.


O mundo vai girando cada vez mais veloz. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência.


Será que é tempo que nos falta pra perceber? Será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber?
A vida é tão rara! Tão rara!

-LENINE.




"Eu não sei se é dia ou noite,



por favor não conte.



Tire o gancho do fone e GRITE o meu nome



feche a cortina e ligue o rádio!



A televisão sem som já é um bonito quadro,



pro nosso amor descarado e virado, o mundo lá fora não vale pra NADA!



Pra NADA!



Eu não sei se o nosso caso vai durar ou não.



Se o que eu sinto por você é doença ou paixão.



Acenda as luzes todas e perca a razão!



Vem me procure e encaixa! Encaixa no fundo do meu coração!!!


O nosso amor descarado e virado! VIRADO


O mundo lá fora não vale pra nada! PRA NADA!!!!!!"



- CAZUZA.








domingo, 16 de dezembro de 2007

"Se você não suporta mais tanta realidade, já que tudo tanto faz, nada tem finalidade... então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte insendiada, nossa igreja destruída, nossa estrada rachada, pela grande explosão do que possa acontecer com o nosso abrigo. Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido e, até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido porque sei que meus 'perdões vão estar sempre ao lado dos teus '.
Olhei para o amanhã e não gostei do que vi!
Sonhos são como deuses: quando não se acredita neles deixam de existir!
Jurei por tua alma, mas admito que perdi!
Te perdi!
Admito que perdi."
- Paulinho Moska.
"É sangue mesmo! Não é mentiolate!"
R. Russo


sábado, 15 de dezembro de 2007

"Vá, se você precisa ir. Não quero mais brigar essa noite, nossas acusações infantis e palavras mordazes, que machucam tanto, não vão levar à nada como sempre.
Vá. Clareia um pouco a cabeça, já que você não quer conversar.
Já brigamos tanto, mas não vale a pena. Vou ficar aqui com um bom livro ou com a tv. Sei que existe alguma coisa encomodando você. Meu amor, cuidado na estrada e quando você voltar, tranque o portrão, fecha a janela, apague a luz, e saiba que te amo." -Renato Russo.
"Que seja infinito enquanto dure"- Vinícius.


- Impasse -
Quero me esconder na sombra do seu desejo.
Banhar-me no rio que verte das tuas entranhas.
Matar a minha sede.
Beber-te por inteira!
Sugar-te até tu’alma parar dentro de mim.
Às vezes sinto medo do que possa acontecer.
Não te enxergo quando te vejo.
Não te conheço.
Não sei quem és.
Você se transforma.
Vira bicho.
É no seu olhar que eu te acho.
Deixa-me penetrar-te em silêncio, em segredo.
Dispa-se pra mim.
Dispa o seu espírito.
Você me dá medo; você me atrai.
Sensações paradoxais.
O que você quer de mim?

Fico tonto quando respiro o mesmo ar que você; quando estou próximo.
Você é o meu mel!
O mal que eu persigo!
O abismo que me chama!
O meu espelho de Narciso.
Minha utopia.
Minha Platonicidade!
Meu idealismo!
Meu cinismo!
Meu ar.
Minha salvação.
Você é tudo que eu quero; é tudo que eu renego.
Quando é que vai ter coragem para perder o controle?
Quando é que vai parar de calcular a quantidade de vinho?
Quando é que vai parar de pensar?
Você me deixou doente!
Dependente do seu cheiro; da sua presença; da sua energia.
Você me viciou!
Estou em suas mãos.
Esperando a sua salvação.
Deixa-me tatear-te com a língua.
Deixa-me sentir teu gosto mais íntimo.
Deixa-me medir a sua temperatura interior.
Deixa-me mergulhar para dentro dos seus olhos!
Deixa-me vasculhar-te.
Toque-me.
Use a sua língua.
Seja uma depravada!
Mata-me.
Desata-me.
Estou ansioso.
Pois, seus carinhos são perigosos.
Serpente do jardim do Éden!
Cicuta que calou Sócrates!
Nada em minhas veias!
Não sei se posso confiar na sua insanidade!
Talvez esse desejo massageie a sua vaidade.
Agora chega de meias palavras!
Basta de ser covarde!
Chega de falar e age!
Mas talvez essa seja a sua tara!
Curtir com a minha cara.
Isso te faz gozar.
Eu só quero ver quem é que vai descer do muro!
Eu já não tenho mais medo de escuro.
Já deixei de tentar entender certas coisas.
Tento fazer o meu melhor,
Mas às vezes nem sempre consigo.
Já me despi do manto,
Já deixei de querer ser santo.
Entendi que tudo isso é apenas uma força de expressão.
É uma forma de repressão!
Já não carrego o peso da cruz.
Tento andar na luz,
Mas não me perco na escuridão!
Existem muitas coisas que não controlo!
Estão acima do meu entendimento.
Deixei de sofrer!
Faço o que posso!
Já me finjo muito de cego e surdo!
Um dia estaremos face à face!
Hoje estamos nesse impasse!
Muitas coisas serão esclarecidas.
Muita projeção, muita negação, muita afetação...
Freud tem muita razão!
Mas me falta essa explicação.
Então deixa de tentar raciocinar a loucura!
Ela foge o tempo todo da razão.
Chega de alimentar o não!
Quero ver se vai se responsabilizar pela ação!
E então?

“O oeste é o meu norte!”


na hora “H” você sempre escapa por entre os meus dedos
como água.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2007



PRIMEIRA VEZ

Tudo sempre tem a primeira vez!
A primeira perda!
O primeiro filho!
O primeiro amor!
A primeira vez sempre dói mais!
Parece que não vamos dar conta.
Que não iremos conseguir
Mas no fim
Como por encanto
Sobrevivemos.
Mesmo que com algumas mazelas e seqüelas.
Mesmo que com algumas mágoas.
Com alguns arranhões.
A primeira vez é sempre especial!
É como um ritual.
Um acontecimento sobrenatural.
Decepção!
Frustração!
Separação!
A dor da perda do ente querido!
A distância do único filho!
A saudade!
Parece às vezes que não iremos suportar, sobreviver!

O primeiro orgasmo é apoteótico!
O primeiro amor é neurótico!
A primeira vez tudo é novo!
Tem um gosto diferente!
O medo da descoberta, do desconhecido.
Quem nunca se sentiu solitário?
Quem nunca agiu como otário?
Quem nunca chorou de saudade?
Quem nunca tentou voltar no tempo, resgatar a sensação do passado?

Tudo sempre tem a primeira vez:

Traição!
Sedução!
Solidão!
Conversão!
Desilusão...

Não se morre apenas uma vez.

Existem muitas coisas que os olhos não vêem.
Muitas coisas que não compreendemos.












SEGREDOS MEUS


Há tantas coisas por fazer
Não só a barba.
Há tantas coisas para arrumar
Não só a casa.
Tuas palavras arranham mais
Do que as unhas afiadas.
Deixam marcas profundas
De difícil cicatrização.

À que horas você terá a próxima crise?

No meu silêncio profético
Vejo a ampulheta inversa
E teus olhos mergulhados nos meus
Como se deles dependesse a sua vida.

O tempo se arrasta bêbado pelo chão molhado.

Não te sinto,
Não te toco,
Não te cheiro,
Não te provo...
Imagino-te.

Ando automatizado do quarto para sala
Da sala para o banheiro.

Estou com medo de pensar!
Abstraio-me!
Tenho receio de enlouquecer.
Sou refém das minhas obsessões paranóicas!

Você me acalma
Me traz uma falsa paz
Livra-me do tormento
Vivo entre o santo e o profano.
Flerto com os demônios
Bebo vinho com arcanjos.

Há tantas coisas por resolver!

Há tantos desejos por renunciar!

A vida é a prisão do mundo!
A morte a liberdade!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

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