quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A PÍLULA ABORTIVA DO AMOR

O punhal entrou na carne crua e quente
Enquanto se estava distraído tendo um orgasmo.
Não importa quantos espermas penetraram em seu útero, pois, o amor não penetra no seu coração.
Não importa os riscos
Não importa as demonstrações de dor
Não importa o grito de amor.
Quantos uivos na noite o feiticeiro gemeu girando na mata com seu chocalho e seus incensos?
E no momento de distração... o golpe perfeito.
ENQUANTO SEU CORPO AINDA ESTREMECIA...
A importância de um ato só se mensura pelas conseqüências que ele possa vir provocar!!!
Olhe o avião despejando bombas sobre a cidade!
Olhe como voa crianças despedaçadas!
Enquanto eu te beijava você bramia o punhal em minhas costas.
De que importa as palavras se as ações não condizem com elas?
Transformam-se apenas em palavras mortas.
Na guerra, cada um enterra os seus mortos.
O fruto, quando maduro, se não comido, apodrece.
E a pílula que evita a procriação, a germinação da semente na terra, hoje abortou junto o amor.
Desceu tudo junto com o sangue.
Assim como vômito.
Assim como um escarro.
É difícil respirar com esse punhal nas costas!
Ainda não morri!
Ainda não.
Tenho muitos para enterrar.

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