sexta-feira, 23 de maio de 2008

A PORTA

Negra imagem impenetrável
no fundo do corredor solitário
escuro e infinito -
Enigmática figura - dura.
profundamente rasa
onde nunca vou
caminho silencioso
segredo perigoso
que guarda o real
que encerra dentro
o Bem e o Mal
Tranca de metal
tal qual um gigante inquisidor
da minha própria insanidade
dominadora da loucura sã
filosofia da maçã
de onde não sabemos quem somos
e por isso, permanecemos de pé.
PORTA
imagem morta
faca cega que corta
separa a dor do prazer
o querer do poder
o sim do não
o ímã de ligação
o élo de separação
a inércia da ação...
A busca
a barreira
a passagem entre o real e a imaginação.
Ronald Rosman.

allen ginsberg - UIVO.


UIVO- para Carl Solomon -

Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca de uma dose violenta de qualquer coisa,
"hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato
celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite,
que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando
sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis aparta- mentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das cidades contemplando jazz, que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados das casas de cômodos, que passaram por universidades com os olhos frios e radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz de William Blake entre os estudiosos da guerra, que foram expulsos das universidades por serem loucos e publicarem odes obscenas nas janelas do crânio,
que se refugiaram em quartos de paredes de pintura
descascada em roupa de baixo queimando seu dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror através da parede,
que foram detidos em suas barbas públicas voltando por Laredo
com um cinturão de marijuana para Nova York,
que comeram fogo em hotéis mal-pintados ou beberam terebentina em Paradise Alley, morreram ou flagelaram seus tor- sos noite após noite com sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília, álcool e caralhos e intermináveis orgias,
incomparáveis ruas cegas sem saída de nuvem trêmula e clarão
na mente pulando nos postes dos pólos de Canadá & Paterson, iluminando completamente o mundo imóvel do Tempo intermediário, solidez de Peiote dos corredores, aurora de fundo de quintal com verdes árvores de cemitério, porre de vinho nos telhados, fachadas de lojas de subúrbio na luz cintilante de neon do tráfego na corrida de cabeça feita do prazer, vibrações de sol e lua e árvore no ronco de crepúsculo de inverno de Brooklin, declamações entre latas de lixo e a suave soberana luz da mente, que se acorrentaram aos vagões do metrô para o infindável percurso do Battery ao sagrado Bronx de benzedrina até que o barulho das rodas e crianças os trouxesse de volta, trêmulos, a boca arrebentada e o despovoado deserto do cérebro esvaziado de qualquer brilho na lúgubre luz do Zôo- lógico, que afundaram a noite toda na luz submarina de Bickford's, voltaram à tona e passaram a tarde de cerveja choca no desolado Fugazzi's escutando o matraquear da catástrofe na vitrola automática de hidrogênio,
que falaram setenta e duas horas sem parar do parque ao apê ao bar ao hospital Bellevue ao Museu à Ponte de Brooklin,
batalhão perdido de debatedores platônicos saltando dos gra-
dis das escadas de emergência dos parapeitos das janelas do Empire State da lua, tagarelando, berrando, vomitando, sussurando fatos e lembranças e anedotas e viagens visuais e choques nos hospitais e prisões e guerras, intelectos inteiros regurgitados em recordação total com os olhos brilhando por sete dias e noites, carne para a sinagoga jogada na rua,
que desapareceram no Zen de Nova Jersey de lugar algum deixando um rastro de cartões postais ambíguos do Centro Cívico de Atlantic City, sofrendo amores orientais, pulverizações tangerianas nos ossos enxaquecas da China por causa da falta da droga no quarto pobremente mobiliado de Newark, que deram voltas e voltas à meia-noite no pátio da estação férroviária perguntando-se onde ir e foram, sem deixar cora- ções partidos, que acenderam cigarros em vagões de carga, vagões de carga, vagões de carga que rumavam ruidosamente pela neve até solitárias fazendas dentro da noite do avô, que estudaram Plotino, Poe, São João da Cruz, telepatia e bop-cabala pois o Cosmos instintivamente vibrava a seus pés em Kansas, que passaram solitários paelas ruas de Idaho procurando anjos índios e visionários, que só acharam que estavam loucos quando Baltimore apareceu em êxtase sobrenatural, que pularam em limusines com o chinês de Oklahoma no impulso da chuva de inverno na luz da rua da cidade pequena à meia-noite, que vaguearam famintos e sós por Houston procurando jazz ou sexo ou rango e seguiram o espanhol brilhante para conversar sobre América e Eternidade, inútil tarefa, e assim embarcaram num navio para a África,
que desapareceram nos vulcões do México nada deixando
além da sombra das suas calças rancheiras e a lava e a cinza da poesia espalhadas na lareira de chicago,
que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI de barba e
bermudas com grandes olhos pacifistas e sensuais nas suas peles morenas, distribuindo folhetos ininteligíveis,
que apagaram cigarros acesos nos seus braços protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco do capitalismo,
que distribuíram panfletos supercomunistas em Union Suare,
chorando e despindo-se enquanto as sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto que eles e gemiam pela Wall Street e também gemia a balsa da Staten Is- land,
que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos, nus e
trêmulos diante da maquinaria de outros esqueletos,
que morderam policiais no pescoço e berraram de prazer nos
carros de presos por não terem cometido outro crime a não ser sua transação pederástica e tóxica, que uivaram de joelhos no Metrô e foram arrancados do telhado sacudindo genitais e manuscritos, que se deixaram foder no rabo por motociclistas santificados e urraram de prazer, que enrabaram e foram enrabados por estes serafins humanos, os marinheiros, carícias de amor atlântico e caribeano, que transaram pela manhã e ao cair da tarde em roseirais, na grama de jardins públicos e cemitérios, espalhando livremente seu sêmem para quem quisesse vir, que soluçaram interminavelmente tentando gargalhar mas acabaram choramingando atrás de um tabique de banho turco onde o anjo loiro e nu veio atravessá-los com sua espada, que perderam seus garotos amados para as tres megeras do destino, a megera caolha do dólar heterossexual, a megera caolha que pisca de dentro do ventre e a megera caolha que só sabe ficar plantada sobre sua bunda retalhando os dourados fios do tear do artesão, que copularam em êxtase insaciável com uma garrafa de cerveja, uma namorada, um maço de cigarros, uma vela, e caíram da cama e continuaram pelo assoalho e pelo corredor e terminaram desmaiando contra a paerede com uma visão da buceta final e acabaram sufocando um derradeiro lampejo de consciência, que adoçaram trepadas de um milhão de garotas trêmulas ao anoitecer, acordaram de olhos vermelhos no dia seguinte mesmo assim prontos para adoçar trepadas na aurora, bundas luminosas nos celeiros e nus no lago, que foram transar em Colorado numa miríade de carros roubados à noite, N.C. herói secreto destes poemas , garanhão e Adonis de Denver - prazer ao lembrar de suas incontáveis trepadas com garotas em terrenos baldios e pátios dos fundos de restaurantes de beira de estrada, raquíticas filei- ras de poltronas de cinema, picos de montanha, cavernas ou com esquálidas garçonetes no familiar levantar de saias solitário á beira da estrada & especialmente secretos solip- sismos de mictórios de postos de gasolina & becos da cidade natal também, que se apagaram em longos filmes sórdidos, foram transportados em sonho, acordaram num Manhattan súbito e consegui- ram voltar com uma impiedosa ressaca de adegas de Tokay e o horror dos sonhos de ferro da Terceira Aveni- da & cambalearam até as agências de emprego,
que caminharam a noite toda com os sapatos cheios de sangue
pelo cais coberto por montões de neve, esperando que se abrisse uma porta no East River dando num quarto cheio de vapor e ópio, que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos de apartamentos de Hudson à luz de holofote anti-aéreo da lua & suas cabeças receberão coroa de louro no esquecimento,(...)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

GREGO.



DIGA SEGREDOS INDECIFRÁVEIS

SEM MEDO

QUE EU MORO EM VOCÊ

FAÇO CASA EM SUAS ENTRANHAS

ESPOCA TEU OLHAR DOCE DE MORTE

CLAREIA O MEU NORTE

O MEU CÉU.

EU BALBUCIO NO SEU OUVIDO DIALETOS DE DESEJOS

TEU CORPO ESTREMECE

SEM PEJO, NO CIO

QUANDO MEU CORPO AQUECE

E A FÚRIA ESQUECE

NOS DEIXANDO EM PAZ.

ESCREVO NAS TUAS ARTÉRIAS

O MAPA DO MEU MUNDO

PARA VOCÊ NÃO ME PERDER.

NEM O CLARÃO DA LUA VAI CEGAR A MINHA VISÃO.

ESTOU SEDUZIDO POR ESSE JOGO DE PERIGO.

EU TE VEJO RUBRA

POR DETRÁS DA NEGRA MATA

AQUECE MINHA NOITE

ESQUENTA MINHA BOCA

MANCHA MINHA LÍNGUA

ESSE CÉU DE DIAMANTES

DESNORTEIA O MEU PENSAR

MEU MUNDO SE LIBERTOU DA MINHA ALMA

TENHO SONHOS OCULTOS

SENSAÇÕES DIONISÍACAS

VIVO NA ANGÚSTIA DE SER ESTRANGEIRO DE MIM MESMO

E O QUE EU QUERIA NÃO QUERO MAIS

PRECISEI DE VOCÊ HÁ MINUTOS ATRÁS

EU NÃO SABIA O QUE EXISTIA APÓS A CURVA

HAVIA SORRISOS NEGROS

O CORPO FEBRIL ME TRAZ DEVANEIOS

E EU URINO NA ESPERANÇA

E EU RASGO A POESIA

ME EQUILIBRO NO MEIO-FIO

ENTRE A ROSA E O ESPINHO

ALLEN GINSBERG ESTÁ NO MEU CAMINHO
E EU DIVAGANDO COM BLAKE,
REFLETINDO COM RIMBAUD,
EMBRIAGANDO-ME COM BUKÓWSKI...

E TEU PERFUME DE FÊMEA É DOCE E EMBRIAGADOR

MAS QUEM DISSE QUE EU QUERO ME MANTER SEGURO.

EU NÃO QUERO MAIS SER CONTEMPLATIVO.

QUERO O SUICÍDIO COMO OPÇÃO.

por Ronald Rosman.



domingo, 18 de maio de 2008

ÉPICO!

Arromba a noite
rasga insana lua cheia
eia!
gritos de alucinações.
deuses mitológicos!
perfume de flores, doce.
explode o grito
o peito segreda o gozo
e entre a insegurança humana
o êxtase animal inflama.
teu desejo se revela
quando a saliva escorre
a língua sorve a gôta de vinho
no canto do lábio inferior.
teu olhar penetra e resgata
quem ainda não fui.
continuo a cair
solto na incerteza de mim mesmo.
quando me olha
você se vê.
tudo que quer de mim
é encontrar a si.
somos "eus".
somos tantos!
o grito cega o verbo!
não sei pra onde vou.
há sempre um de mim que te quer.
e no encontro de nós
uma orgia se faz.
o seu silêncio é omisso!
somos visitados à noite
por ninfas e bacantes
que nos devoram até os ossos.
e na dor, o nosso desejo embala nossa orgia.
estamos entre os tempos!
vivemos com a mente no futuro e com os pés no passado.
os sinos dobram!
evoé!!!
anuncia-se o gozo!
evoé!!!
cantam os mantras.
eia!
a aldeia vibra em festa!
nossa alma envolta com a luz da lua cheia,
dança feito criança.
dentes afiados
dilaceram nossa solidão.
os dragões sobrevoam nossas cabeças
sopram labaredas.
teus olhos perdidos
buscam penetrar no vazio por onde nos perdemos
na ânsia de nos encontrar.
tantas línguas serpenteiam por nossos corpos.
no emaranhado de nossa pluralidade
nos tornamos um!
os mesmos desejos e medos.
quando somos um,
nos tornamos bichos.
eu, você e as bacantes.
eu, você e dionísios.
a dor nos liberta do medo do buraco negro.
nunca paramos de cair!
nunca chegaremos ao fim!
nunca saberemos quem somos!
por R. Rosman.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ÉTICA!

A ética faz parte da filosofia e diz respeito à condutas equilibradas e amparadas pelo bom senso.
No cerne de todos nós há um local onde estão agrupadas em ordem o que se deve e o que não se deve fazer; o que é certo e o que é errado.
Mas fica uma pergunta no ar:
O que é certo e o que é errado?
Existem algumas normas bíblicas que algumas religiões como as judaico cristãs se amparam e se apoiam para discernir sobre isso.
Muitas outras têm suas relações de certo e errado.
Mas sobre a luz da filosofia, não existe certo e errado!
Tudo isso é subjetivo!
Deixa-se que cada um decida o que, para si, é certo ou errado.
Mas sabemos que existem regras a serem seguidas quando se vive em uma sociedade constituída de leis.
Sabemos que devemos respeitá-las, pois se não, responderemos pelos nossos atos perante a lei.
Apenas devemos ter cuidado para que não arrastemos correntes desnecessárias pela vida.
Como por exemplo a culpa!
A culpa engessa a alma! Já dizia o psiquiatra Augusto Cury.
Errar é humano, mas viver errando...
por R.Rosman.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A REVOLUÇÃO DOS CRONISTAS!

Estive, como sempre, lendo as crônicas do jornal O Globo quando de repente, deparo com um texto do Joaquim Ferreira Dos Santos, onde se lê no título:
"Não leia! Excesso de notícias queima neurônios e a camada de ozônio."
No artigo o autor diz para nós, os leitores, não ler a sua crônica! Diz que não tem nada a declarar!
Isso é genial!
Sou fã declarado do Arnaldo Jabor como cineasta e como cronista. O seu filme, "EU SEI QUE VOU TE AMAR," devo ter visto umas trinta vezes.
Mas voltando ao raciocínio, ele, o Arnaldo, atira as palavras na nossa cara e, como se fossem bofetadas estaladas, nos faz dispertar de um possível sonho, onde o mundo é cor de rosa e nenhum terremoto pode sacudir a nossa vida (como sacudiu a China).
Ele é cítrico!
É como um copo de vodka gelada.
E nessa mania de ler, esbarro hoje com uma crônica de Cora Rónai, onde ela fala sobre nós e o consumismo. Mas seria muito simples se ela tocasse apenas nesse assunto pelo prisma da crítica, mas é mais que isso. Ela se coloca dentro do furacão! Se intitula mais uma nessa ciranda de promoção dos dias das mães!
Engraçado. O que parece é que houve um dispertar do inconsciente coletivo que, até então, estava dormindo num sono profundo e alienativo!
Nas crônicas se fala de tudo. Desde a novela das oito até sobre a verba da Petrobrás destinada as Cias. de Dança Contemporânea.
Os artistas no Brasil são subnutridos! Permitam-me parafrasear Nelson Rodrigues.
Se Vinícius de Moraes tivesse vivo, morreria de desgosto! Permitam-me Parafrasear Toquinho.
Que bom que posso contar com essas pessoas que escrevem para que não morramos de tédio e desgosto, durante a viagem até o trabalho.
A cada manhã somos salvos da alienação funkeira.
O que me importa melancias, bananas e outras frutas?
O que me importa Adrianas e Ronaldos?
Absolutamente NADA!
O que me importa é não deixar que matem a arte! Que sucateiem os teatros!
É não deixar que acabem com a Floresta amazônica sem, ao menos, ouvirem meu grito!
Que as crônicas dos jornais desse País possam servir de alerta e despertar para não nos deixar cair no sono da desesperança.
Não é mesmo, Arthur Xexéu?
por R. Rosman.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

QUAL O MOTIVO DA VIDA?

A única obrigação que o ser humano deveria ter, é ter a consciência de que tem obrigação de ser FELIZ!
Todo o resto vem depois:
Saúde,
Amor,
Trabalho,
Paz,
Alegria,
Amizade,
Dinheiro...
Nada disso traz felicidade! Apenas maquia a tristeza!
Ser feliz é nascer feliz e não se descuidar de sê-lo!
Mesmo nos dias que estamos chateados, aborrecidos, entristecidos, não devemos deixar de ser feliz!
Estar VIVO deveria nos fazer FELIZ!
Têm pessoas que SobreVivem: Elas se arrastam pela vida, esperando o dia final.
Têm outras que são profetas do apocalípse: Só trazem notícias ruins!
Outras são para-raios de desgraças.
Mais outras, que nunca estão satisfeitas com nada!
Nunca! Jamais devemos perder a felicidade de viver!
Seja feliz sem culpa!
Vale muito a pena ser feliz!
Vale muito a pena viver!
Não deixe que as circunstâncias da vida te tire o brilho de viver!
São apenas circustâncias! Vão passar!
A vida foi o melhor presente que recebemos!
O que iremos fazer com ela?
Contagie as pessoas com a sua felicidade e não seja contaminado pela tristeza delas!
Não somatize os problemas!
O mundo só muda quando a gente muda!
R.Rosman.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A TRANSGRESSÃO LIBERTADORA!

Embora os moralistas de plantão possam dizer que a disciplina, o controle, a moral e os "bons" costumes são essenciais a saúde de uma sociedade, eu digo que a transgressão é a verdadeira libertadora!
Carregar métodos, sistemas nas costas, cuidando para não escorregar, controlando para não ultrapassar os limites... tudo isso cansa!
Há coisas que não devemos fazer, mas há outras que não irá causar mal nenhum. São apenas dogmas, costumes, etc.
Às vezes o desejo nos consome. Muitas vezes as coisas são tão simples: um doce, um refrigerante, um presente, uma roupa, um objeto qualquer...
Outras podem ser coisas mais complicadas: um desejo sexual, um amor bandido, uma traição, valores de uma vida inteira...
Andamos nos equilibrando nesse arame.
Como controlar a vontade?
O único detalhe que nos diferencia dos outros animais é a razão!
A razão é o freio do nosso desejo.
Temos um conflito eterno: O instinto animal contra o homem racional.
Tem dias que eu quero ser bicho!
Tem dias que eu quero apenas Ser!
Chega de ser humano!
Deixemos as jaulas abertas e libertemos o animal que vive dentro de nós!
Como dizia Rimbaud:
"EMBRIAGUÊS SAGRADA, TE AFIRMAMOS, MÉTODO!"
R. Rosman.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS!


Mais ridículo é quem não escreve cartas de amor!


"Como é estéril a certeza dos que vivem sem amor!"
"Eu ando apaixonado por cachorros e bichas, duques e xerifes... porque eles sabem que amar é abanar o rabo, lamber e dar a pata!"

domingo, 4 de maio de 2008

É IMPORTANTE APRENDER A AMAR!

Vivemos num tempo onde os sentimentos estão sendo escondidos embaixo de escombros como acontece com a passagem de um furacão ou um terremoto.
Tudo que temos fica soterrado.
A gente sempre acha que haverá muito tempo para demonstrar o que sentimos pelos outros. Nunca imaginamos que um dia desses a vida nos furte esse direito.
Quantas pessoas você já amou na sua vida? Quantas dessas soube, dito pela sua boca, que você a amava?
A vida é um fio que um dia acaba... arrebenta.
Não deixe que a vergonha ou o medo te tire essa possibilidade!
Hoje em dia é mais fácil dizer grosserias do que poesias.
Estamos ficando como a cidade: concretada!
Quero te dizer uma coisa: Talvez você sinta isso, mas nunca teve coragem para fazê-lo, sempre se achou ridículo só em pensar na possibilidade. Mas eu gostaria de te encorajar!
Se você tem alguém: um amigo, um parente, um filho, um amante, etc..., qualquer pessoa que você ame de verdade e nunca teve coragem para olhar nos olhos dela e dizer: EU TE AMO! Faça o mais rápido possível!
Antes que não haja mais tempo e você perca essa pessoa.
Quantos já se foram cedo demais?
Quantos você achava que iria envelhecer junto?
Quantos já não estão mais aqui?
Não perca mais tempo!
Ligue para essas pessoas!
Olhe nos olhos delas e diga: EU TE AMO!
Faça como a letra do Renato Russo:
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."
Então não perca mais tempo!
Seja sincero com os seus sentimentos!
Seja honesto!
Lembre-se:
"O pra sempre, sempre acaba!"
R.Rosman.

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