
Pra reestréia em agosto, no Teatro do SESC de Madureira- RJ.
Espetáculo adulto que agrega Dança contemporânea e Teatro expressionista.
Apenas maiores de 18 anos!
Percentual de bilheteria!
Texto e direção de Ronald Rosman, Corpo e coreografia de Carla Marques.
Interessados enviar e-mail com currículo e foto para rrosman@hotmail.com
Fotos do espetáculo na página.
Urgente!
Nesta narrativa corporal identificamos movimentos expressivos para corpos limitados em uma kinesfera de filosofia.
Observamos uma anatomia de seres viventes sem voz ativa e sem percepção de onde veio, onde está e para onde vai.
O processo de metamorfose destes corpos inicia-se quando suas emoções são confrontadas com o mundo real. São corpos híbridos que saem de suas prisões inconscientes na busca de um novo caminhar.
A metamorfose corporal encontra um novo olhar para seus movimentos com liberdade consciente. O corpo agora é seu criador: Ele pode refletir sua sociedade, propor idéias, escolher direções, produzir emoções, compor músicas, dançar poesias ou simplesmente falar de transformação.
Este campo tridimensional - o corpo – edifica seus pés em outros níveis, planos, curvas, diagonais e se desloca para ações produtivas que exultam mudanças. Tais movimentos conduzem a reflexão para novas ações físicas, convidando o espectador a metamorfosear-se em espírito.
Carla Marques
O elixir dos alquimistas
Muitos dizem que o amor é injusto
A gente pede tanto por justiça
Mas esquece que ela tem dois lados
A gente gosta de ser sempre o juiz
Mas não queremos analisar os fatos
O tranqüilizante relaxa
Mas não traz a paz
Todos temos sofrimentos
Pobres e ricos, tanto faz!
O carrasco também pode perder a cabeça
Nunca seremos senhores do amor!
O amor nos reinventa
Ele burla os fatos
E domina o mais forte guerreiro
O mais honesto juiz
O mais espiritual dos profetas
Ele transforma as leis
Pior do que sofrer por ele
É subjugá-lo
E fazer pouco caso
Daqueles que nos amam
Quem não respeita o amor dos outros
Nunca terá o seu respeitado
A vida assim nos ensina
Por infantilidade
Por medo
Por capricho
Desperdiçamos
O elixir da paixão
Mas ele não nos dá escolha
Nem explicação
Nos envolve sem licença
Domina-nos sem pressa
E faz um estrago na nossa vida
Vira de ponta cabeça
Sem que possamos nos defender
Por isso muitos o consideram instrumento
Do diabo!
Quem dera o diabo pudesse amar!
Esse sentimento ele nunca poderá experimentar!
Não faz parte de sua natureza.
É de pedra o seu coração.
O amor é sentimento dos poetas
Dos artistas
Dos que são livres de alma
Mas infelizmente
Ele incomoda muita gente.
E são geralmente esses
Que questionam suas condutas
É semente que brota
Somente em terra fértil
E mesmo que não correspondido
Vale à pena experimentar
O sabor de amar.
Outros fogem dele
Como o diabo da cruz
Sentimento demoníaco
Diz-se
Faz perder o rumo, o chão, a luz...
Anda-se perdido, falando coisas desconexas
Fica-se sem dormir
Sonha-se acordado
Ele não é escolhido
É ele quem escolhe
É como diz Coríntios
Ou se preferir o grande poeta português
Camões.
Na verdade existem muitas coisas que desconhecemos.
E vivemos nas mãos do imponderável!
Rio, 05/ 03/ 07.
rosman

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