domingo, 3 de junho de 2007

PROCURA-SE ATRIZ/BAILARINA!


Pra reestréia em agosto, no Teatro do SESC de Madureira- RJ.
Espetáculo adulto que agrega Dança contemporânea e Teatro expressionista.
Apenas maiores de 18 anos!
Percentual de bilheteria!
Texto e direção de Ronald Rosman, Corpo e coreografia de Carla Marques.
Interessados enviar e-mail com currículo e foto para rrosman@hotmail.com
Fotos do espetáculo na página.
Urgente!
Concepção Coreográfica

Nesta narrativa corporal identificamos movimentos expressivos para corpos limitados em uma kinesfera de filosofia.
Observamos uma anatomia de seres viventes sem voz ativa e sem percepção de onde veio, onde está e para onde vai.
O processo de metamorfose destes corpos inicia-se quando suas emoções são confrontadas com o mundo real. São corpos híbridos que saem de suas prisões inconscientes na busca de um novo caminhar.
A metamorfose corporal encontra um novo olhar para seus movimentos com liberdade consciente. O corpo agora é seu criador: Ele pode refletir sua sociedade, propor idéias, escolher direções, produzir emoções, compor músicas, dançar poesias ou simplesmente falar de transformação.
Este campo tridimensional - o corpo – edifica seus pés em outros níveis, planos, curvas, diagonais e se desloca para ações produtivas que exultam mudanças. Tais movimentos conduzem a reflexão para novas ações físicas, convidando o espectador a metamorfosear-se em espírito.

Carla Marques

O elixir dos alquimistas

Muitos dizem que o amor é injusto
A gente pede tanto por justiça
Mas esquece que ela tem dois lados
A gente gosta de ser sempre o juiz
Mas não queremos analisar os fatos
O tranqüilizante relaxa
Mas não traz a paz
Todos temos sofrimentos
Pobres e ricos, tanto faz!
O carrasco também pode perder a cabeça
Nunca seremos senhores do amor!
O amor nos reinventa
Ele burla os fatos
E domina o mais forte guerreiro
O mais honesto juiz
O mais espiritual dos profetas
Ele transforma as leis
Pior do que sofrer por ele
É subjugá-lo
E fazer pouco caso
Daqueles que nos amam
Quem não respeita o amor dos outros
Nunca terá o seu respeitado
A vida assim nos ensina
Por infantilidade
Por medo
Por capricho
Desperdiçamos
O elixir da paixão
Mas ele não nos dá escolha
Nem explicação
Nos envolve sem licença
Domina-nos sem pressa
E faz um estrago na nossa vida
Vira de ponta cabeça
Sem que possamos nos defender
Por isso muitos o consideram instrumento
Do diabo!
Quem dera o diabo pudesse amar!
Esse sentimento ele nunca poderá experimentar!
Não faz parte de sua natureza.
É de pedra o seu coração.
O amor é sentimento dos poetas
Dos artistas
Dos que são livres de alma
Mas infelizmente
Ele incomoda muita gente.
E são geralmente esses
Que questionam suas condutas
É semente que brota
Somente em terra fértil
E mesmo que não correspondido
Vale à pena experimentar
O sabor de amar.
Outros fogem dele
Como o diabo da cruz
Sentimento demoníaco
Diz-se
Faz perder o rumo, o chão, a luz...
Anda-se perdido, falando coisas desconexas
Fica-se sem dormir
Sonha-se acordado
Ele não é escolhido
É ele quem escolhe
É como diz Coríntios
Ou se preferir o grande poeta português
Camões.
Na verdade existem muitas coisas que desconhecemos.
E vivemos nas mãos do imponderável!
Rio, 05/ 03/ 07.
rosman





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