segunda-feira, 16 de maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011



-DESCULPAS-










Desculpe se não te fiz feliz como o prometido, mas é que eu não pude me violentar, não pude fechar a porta e nem te dar um calço, não consegui fingir que não estava acontecendo nada, tive que seguir a minha verdade, embora ela não seja a coisa certa, mas a coisa certa não é tão certa assim e essa verdade coletiva é sempre a melhor mentira criada, porque a diretriz despetalou a rosa dos ventos.
Desculpe se precisei sair por um instante. Precisei observar a lua nascer por trás da serra.
Desculpe meu silêncio nervoso.
Desculpe meus pileques intelectuais.
Desculpe meus carinhos primitivos.
Desculpe meu sentimentalismo capitalista.
Eu tô por aí.
Desculpe minha maneira atirada de demonstrar amor.
Desculpe minha forma italiana de expressar o que penso.
Eu nunca joguei as minhas insatisfações na sua cara!!!
Desculpe se sou terrivelmente popular.
Desculpe meus vícios, minhas dependências.
Desculpe minhas carências!
Desculpe minhas exigências, mas eu sou dependente de carinho.
Desculpe tantas palavras.
Desculpe minha mania verborrágica!
Tenho uma maneira de comunicação poética estranha, onde utilizo as metáforas para me fazer entender.
Desculpe se complico, às vezes, a vida.
Desculpe, mas faço questão de ser amado.
Desculpe se sou sempre o errado.
Acho essa vida muito engraçada!
Tem dias que sorrio, mas é mais comum eu chorar.
-Pressentimento-


A cidade cala – monossilábica
A cidade para – estática
A luz sobrevoa a escuridão
O abismo se abre como um portão
O vento traz o perfume dos mares
A vida se senta na vinha
Conversa com Dionísio.
O vinho se mistura ao vômito
O sonho ao pesadelo
- Eu preciso ficar quieto
Pressinto que Deus quer falar-
Há algo de misterioso no ar.
Não consigo identificar o quê.
É necessário que se faça justiça de alguma forma
Tenho uma certa angústia e tenho que pô-la adiante
Tenho que entendê-la ou afogá-la
Hoje chega a primavera
É chegada a hora de partir
É chegada a hora da colheita
Cestos com uvas
Milhos
Azeitonas
Paixão
Vaco de tempo
- lapso
Flor de lótus
Mente à deriva
Jardim de cerejeiras
Em breve estaremos longe
Em breve seremos saudade
História
Só o amor é que não acaba nunca
Todo o resto se vai
A cidade dorme
A cidade morre
A cidade cala.






a Criação vale mais que o plágio!

em SI (em DÓ, em RÉ ou em MI), tratando de arte,
mais vale a originalidade
do que a imitação.
Ave MADONNA!



Quem é Lady Gága?

segunda-feira, 9 de maio de 2011



PARA QUE A REALIDADE NÃO NOS DESTRUA!!!

-CÓLICAS-

A VIDA SE ESVAI PELAS VIELAS COMO SE FOSSE LAMA, BARRO, LIXO, ETC...
O MEDO SE ESPALHA
A LÁGRIMA CORRE DA FACE
O GRITO SE ENCERRA NA GARGANTA
E A DANÇA SE FAZ NO CAOS
O BRILHO DO OLHAR MORRE
A SAUDADE AINDA ESTÁ VIVA
O SANGUE AINDA JORRA
ÀS VEZES A ESTRADA
PRECIPITA-SE COM O ABISMO
NOS VEMOS TÃO LONGE DAQUILO TUDO QUE IMAGINAMOS NO PASSSADO
E NOS PERGUNTAMOS AONDE FORAM PARAR OS NOSSOS ANTIGOS SONHOS E DESEJOS?
E NOS OLHAMOS NO ESPELHO SEM NOS RECONHECER
ENQUANTO A CHUVA ÁCIDA SE APROXIMA
ENQUANTO OS CORPOS SÃO AMONTOADOS EM PILHAS, EM MUROS DE CADÁVERES.
A MINHA DANÇA RISCA O AR
O MEU CANTO ECOA NO MAR
AS MINHAS PEGADAS SOMEM AO VENTO
A VIDA PASSA
PASSA OS SONHOS
ACABA
FINDA
MORRE
JUNTO COM CADA UM DE NÓS.
AMIGOS E PARENTES SE VÃO
E ESTAMOS CADA VEZ MAIS SOZINHOS
NÃO HÁ MAIS ARCO-ÍRIS NO FIM DA TARDE
NÃO HÁ MAIS PLANOS
FOMOS PEGOS DE SURPRESA PELA SENHORA DE NEGRO
NÃO TIVEMOS ESCOLHA
NÃO TIVEMOS TEMPO PARA NOS PREPARAR
NOS FURTARAM O SORRISO
AS FESTAS
A ALEGRIA
ASSIM
ABRUPTAMENTE
E ESSA SENSAÇÃO NÃO É NADA AGRADÁVEL
DÓI COMO CÓLICA
EU TENHO SEGREDOS QUE LEVAREI PARA O TÚMULO
ÀS VEZES EU TENHO ÓDIO DA VIDA!



MAS UM DIA, QUEM SABE, PASSE.

PARA QUE A REALIDADE NÃO NOS DESTRUA!!!

PRECISAMOS RESISTIR E NÃO DEIXAR QUE A SOLIDÃO NOS TIRE PRA DANÇAR!
A VIDA É UM CÍRCULO
É CÍCLICA
ABRAMOS OS OLHOS
FIQUEMOS ATENTOS
OUÇAMOS COM ATENÇÃO
A POESIA QUE O VENTO TRAZ

ILUMINISMO

Ainda que importantes contemporâneos venham ressaltando as origens do Iluminismo no século XVII tardio,[1] não há consenso abrangente quanto à datação do início da era do Iluminismo. Boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco de referência, aproveitando a já consolidada denominação Século das Luzes . [2] O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em coincidência com o início das Guerras Napoleônicas (1804-1815).[3]
Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas,correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de Iluminismo tardio, Iluminismo escocês e Iluminismo católico.

O Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social.
[4] Immanuel Kant, um dos mais conhecidos expoentes do pensamento iluminista, num texto escrito precisamente como resposta à questão O que é o Iluminismo?, descreveu de maneira lapidar a mencionada atitude:"O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude!
Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo".


PARA QUE A REALIDADE NÃO NOS DESTRUA!!!

William Shakespeare

Nascimento
26 de Abril de 1564 (baptizado)Stratford-upon-Avon, Warwickshire, Inglaterra
Morte
23 de Abril de 1616Stratford-upon-Avon, Inglaterra
Ocupação
Dramaturgo e poeta
Gênero literário
Tragédia, drama, comédia, poesia, romance
Magnum opus
Hamlet
Principais trabalhos
Romeu e Julieta, Hamlet, Sonho de uma Noite de Verão etc.
William Shakespeare (
baptizado em 26 de Abril de 156423 de Abril de 1616)[1] foi um poeta e dramaturgo inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo.[2] É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras restaram até os dias de hoje 38 peças,[3] 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e diversos outros poemas. Suas peças foram traduzidas para os principais idiomas do globo, e são encenadas mais do que qualquer outro dramaturgo.[4] Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com freqüência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras mais conhecidas estão Romeu e Julieta, que se tornou a história de amor por excelência, e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that's the question (Ser ou não ser, eis a questão).
Shakespeare nasceu e foi criado em
Stratford-upon-Avon. Aos 18 anos, segundo alguns estudiosos, casou-se com Anne Hathaway, que lhe concedeu três filhos: Susanna, e os gêmeos Hamnet e Judith. Entre 1585 e 1592 William começou uma carreira bem-sucedida em Londres como ator, escritor e um dos proprietários da companhia de teatro chamada Lord Chamberlain's Men, mais tarde conhecida como King's Men. Acredita-se que ele tenha retornado a Stratford em torno de 1613, morrendo três anos depois. Restaram poucos registros da vida privada de Shakespeare, e existem muitas especulações sobre assuntos como a sua aparência física, sexualidade, crenças religiosas, e se algumas das obras que lhe são atribuídas teriam sido escritas por outros autores.[5]
Shakespeare produziu a maior parte de sua obra entre 1590 e 1613. Suas primeiras peças eram principalmente comédias e histórias, gêneros que ele levou ao ápice da sofisticação e do talento artístico ao fim do século XVI. A partir de então escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. Nesta sua última fase, escreveu tragicomédias, também conhecidas como romances, e colaborou com outros dramaturgos. Diversas de suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão, durante sua vida. Em 1623 dois de seus antigos colegas de teatro publicaram o First Folio, uma coletánea de suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.
Shakespeare foi um poeta e dramaturgo respeitado em sua própria época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje no
século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói, com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de "bardolatria".[6] No século XX sua obra foi adotada e redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia , e são estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos culturais e políticos, por todo o mundo.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

...antes que a realidade nos destrua...



-MONÓLOGO DE MORTE-








A VIDA É CARTA DE BARALHO
É JOGO DE AZAR
DADOS ROLANDO SOBRE A MESA
A PONTA DA FACA VIRADA PARA O PEITO – SURPRESA.
TEUS OLHOS LACRIMEJANDO DESEJO
FUTURO EM MARES DE ESPANHA
O SANGUE JORRANDO DO CORTE – MEDO.
O ANÚNCIO PRECIPTADO DA MORTE-SEGREDO.

TODOS ESTÃO A VAGAR NA VACUIDADE DA FALTA DA RAZÃO
BUSCAMOS RAZÃO NO LIMIAR DA HUMANIDADE
TENTAMOS QUESTIONAR A RAZÃO DIVINA
NÃO SOU EU E NEM É VOCÊ QUEM ENSINA
A PAZ NÃO VEM COM A MORFINA
APENAS ENTORPECE A ROTINA
MAS VOCÊ NÃO ESQUECE A DOR
POIS O AMOR É O QUE TRANSFORMA AS COISAS QUE VIVEMOS

PRA QUE TODOS OS DIPLOMAS?
PRA QUE OS MESTRADOS?
NÃO HÁ O QUE CONFORTE O NOSSO CORAÇÃO ABANDONADO, VAZIO, PRECIPTADO...
NOS TRANCAMOS NO HOSPÍCIO DAS NOSSAS EMOÇÕES
INDEPENDENTE DA QUANTIDADE DE VINHO QUE BEBBEMOS
OU DA QUANTIDADE DE VEZES QUE NOS VEMOS
NÃO HÁ EXPLICAÇÃO!
A FALTA DE FOME NÃO EXPRESSA A AUSÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO
SOU CAPAZ DA ADMIRAÇÃO
SOU CAPAZ DA PAIXÃO
SINTO SAUDADES DA CASA DE VÓ
SONHO EM VER-TE PELAS NOITES
PELAS RUAS, DESTRAÍDA
ENTRETIDA
FICAR TE OLHANDO DE LONGE, OBSERVANDO SEUS PASSOS E GESTOS
CANTANDO BAIXO
NUNCA TENHO CERTEZA- EU ACHO.
A UVA DÁ EM CACHO – COLETIVO.
JUNÇÃO DE IDEIAS E IDEAIS.
OBRIGA-TE A SEGUIR FIRME
IMPLORA O PERDÃO
MESMO QUE A PORTA NÃO SE ABRA
MESMO QUE O GRITO NÃO ECOE.
NINGUÉM IRÁ CHORAR A SUA DOR
A VERDADE É SEMPRE EGOÍSTA
O AMOR É SEMPRE SOLITÁRIO
MAS É A SAUDADE QUE ESTUPRA A CONCENTRAÇÃO PARA VIVER
FECHE A PORTA
EU SEI QUE A ALMA QUER SAIR PELA BOCA
EU SEI QUE A NOITE NÃO TERMINA NUNCA
SEI QUE SEU ESPÍRITO VAGA, PROCURA, BUSCA...
PORÉM NÃO ENCONTRARÁ ESTADA.
TODOS TEMOS SEDE, PORÉM SÓ A SACIAREMOS NA FONTE CERTA
MAS HÁ TANTAS CRATERAS, TANTOS ABISMOS
A TERRA PROMETIDA ESTÁ TÃO DISTANTE
NÃO AGUENTAREMOS MAIS 40 ANOS NO DESERTO
CONHECEMOS O AMOR
SABEMOS DE TODOS OS INFERNOS
ESTUPRAMOS TODAS AS NOSSAS ESPERANÇAS
COLOCAMOS À VENDA AS NOSSAS LEMBRANÇAS

ESQUINAS DE VINGANÇA
BECOS SONOROS DE SUSSURROS
MEDOS NOS GRAFITES DOS MUROS
PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS
ALIANÇAS DESFEITAS
CRISTAIS QUEBRADOS
CACOS DE SORRISOS
CENTELHAS DE ESPERANÇAS TUAS
A VIDA É UM CARROCEL QUEBRADO
OLHOS LÂNGUIDOS, MAREJADOS PELO FRIO DA SOLIDÃO
CABELOS ÚMIDOS PELA CHUVA FINA
AMORES VÃOS
TEMPO PERDIDO, DEDICAÇÃO...

A PUTA ESTAMPADA NO ALTO DO MORRO
OS GRITOS ESTÉRICOS NA CAMA FRIA
A TUA FACE CÂNDIDA É UM DISFARCE
PARA A PRÓXIMA CARNIFICINA
MINHA PAIXÃO PERDEU-SE NAS SUAS MENTIRAS
NOS SEUS PLANOS SÓRDIDOS
ONDE VOCÊ NUNCA ME AMOU!


CARNE CRUA ENVENENADA NUM CHURRASCO DE SOLIDÃO
É SERVIDA A CADA ESTOCADA DO PUNHAL NO CORAÇÃO
A TRAIÇÃO DO AMOR NUNCA PÁRA DE DOER
PALAVRAS LIBERTAS COMO FLECHAS
JAMAIS RETORNAM VAZIAS
IMAGENS TURVAS FLUTUAM PELA CASA ESCURA
O SILÊNCIO ENSURDECE A ALMA
A VINGANÇA TEM O SABOR DO VINHO
CABEÇAS ROLAM PELAS ESCADAS A BAIXO
ENQUANTO HÁ LAMENTOS INTELIGÍVEIS
DOS ALDEÃOS
AS DORES PERSISTEM LADEADAS PELO ÓDIO
QUE CONSOME A PAZ
A CADA DIA, A CADA INSTANTE EU ME APROXIMO MAIS DO ABISMO
A CADA NOITE SOU ATRAÍDO ÀS PROFUNDEZAS, AO DESCONHECIDO
QUERO OUVIR O SEU GEMIDO
QUERO SENTIR O SEU MEL
ESCORRENDO PELAS PERNAS
OS ABUTRES RONDAM A NOSSA TENTA
SENTINDO O CHEIRO DA MORTE.
PRESSENTINDO O FIM.



por mim mesmo.

antes que a realidade nos consuma...



















quarta-feira, 4 de maio de 2011

OFICINA DE TEATRO



"a arte só existe para que a realidade não nos destrua!"

SALVADOR DALI



...para que a realidade não nos detrua!



OFICINA DE TEATRO









... para que a realidade não nos destrua!

OFICINA DE TEATRO

-No momento da ação-

TODOS ESTAMOS JUNTOS E BRINDAMOS AS DORES PASSADAS
AS TAÇAS ESTÃO QUEBRADAS, MAS O CRISTAL AINDA É NOBRE
TEUS DEDOS PELOS MEUS CABELOS MISTURAM MEUS PENSAMENTOS
TRANSITAM PELOS MEUS NEURÔNIOS BÊBADOS
NÃO EXISTE AMOR, EXISTE A HIPÓFESI.
EXISTE A DOPAMINA
A QUEDA ESTÁ PRÓXIMO DO PRECIPÍCIO
O ABISMO TANGENCIA A MINHA IMBECILIDADE EM AMÁ-LA
NÃO TE CONHEÇO
NÃO SEI QUEM ÉS
MEU CÁLICE ESTÁ TRANSBORDANDO
TE LEVO AOS PÍCAROS DA CIDADE
TE OFEREÇO OS MONTES
RISCO MEUS MEDOS NO QUADRO NEGRO
MAPEIO POR ONDE PODEREI ATACAR AS SUAS IDÉIAS MEDÍOCRES
O TEMPO ESTÁ PASSANDO E EU AINDA ESTOU AQUI NA NOITE
EMBAIXO DESSA LUZ NEON
MAS VOCÊ NÃO VEM
ESPOCAM OS FOGOS EM COPACABANA
SUAS MENTIRAS DESENHAM MEU ÓDIO NO AR
TE OFERÇO EM SACRIFÍCIO COMO UM CORDEIRO
TEU SANGUE VINHO TINTO MANCHA A SEDA BRANCA E VIRGEM
ESTOU ABSTRAÍDO
OLHO, MAS NÃO VEJO
OUÇO, MAS NÃO ESCUTO
QUERO O SILÊNCIO DE UMA NOITE TRANQUILA.
O álcool
Interfere no raciocínio objetivo
MAS DEIXA A IMAGINAÇÃO SOLTA
SEM AMARRAS
SEM GRILHÕES
A PRISÃO É UM PRAZER PARA QUEM NÃO SABE SER LIVRE
MUITOS BUSCAM SE ENCERRAR EM SOTÃOS ESCUROS E FRIOS
DENTRO DE NÓS VIVE UM LAGARTO CEGO
QUE SE ARRASTA PELO DESERTO INÓSPITO
A GLÂNDULA PINEAL ESTÁ SEMPRE ACESSA
EM BUSCA DE SANGUE QUENTE
O XAMÃ AGONIZA NO CHÃO VERMELHO
ENTRE OS OLHARES DE FOGO
O ESPÍRITO ESTÁ SOLTO NO VENTO
ESSA ALEGRIA É FALSA COMO TODOS OS SORRISOS E ABRAÇOS.
EU SEI QUEM SOU
MAS NÃO SEI PARA ONDE VOU
“SÓ SEI QUE NÃO VOU POR AQUI”.


Por mim mesmo (ave Adoniram Barbosa).

OFICINA DE TEATRO


Solilóquios
A vida é um conto de fadas que muitas vezes termina em tragédia
E como conto, podemos transformá-la, mudar o seu final, o meio e o fim.
Temos o poder de escolher os personagens e os conflitos, mas na maioria das vezes nos atemos atados em nossas próprias paranoias e não exercemos o poder do livre arbítrio.
Temos na mão o destino de nós mesmos, mas não o dos outros.
Aonde ir, o que comer, de quem se aproximar e até mesmo a quem amar.
Não somos guiados como marionetes pelos nossos instintos
Muitas vezes eles têm razão, mas outras, não.
Não podemos ser levados por calafrios, por sensações estranhas, por ideias, por sonhos, etc.
Agir precisa estar sempre atrelado a mentalizar.
Mentalize tudo o que for realizar e o que você deseja e depois se mova.
Não é psicologia de botequim
é apenas usar o poder mental para conseguir coisas.
Nós muitas vezes mudamos na vida!
Mudamos de gostos
De atitudes
De aparência
De opinião
Hoje em dia até de sexo se pode mudar
De nome
De emprego
De casa
De país, etc...
Temos esse poder!
A vida é uma montanha-russa.
Não existe tiro certo, caminho certo... não existe o certo!
O senso estético do belo é variável!
Caminhos são caminhos.
Desejos são desejos.

Sábio não é quem devorou todas as enciclopédias, os compêndios, os adendos, as crônicas, etc...
Sábio é aquele que soube ouvir o seu instinto com exatidão.

A sabedoria instintiva é a maior riqueza que uma pessoa pode ter!
Tudo que cada um sabe, sabe pra si.
E quantos com tanta cultura e formação perdem o rumo, piram, não chegam! Quantos!

Existe um odor, um cheiro que determina para onde devemos ir.
Existe uma cor, uma energia, um som, uma música...
De que vale agregar tanto conhecimento e viver infeliz?
Não quero dizer com isso que devamos negligenciar os livros, não!
Não devemos negligenciar a sabedoria alheia
Não devemos ignorar os poetas, os filósofos, os mestres, os artistas, etc...
Sabedoria é para ser absorvida, consumida.
Deveria ser mais consumida do que os fast foods da vida.
Infelizmente, não é!
O que fazer com tudo que aprendemos no decorrer da vida?
Como usar tanto conhecimento?
Devemos usá-los em benefício próprio e da humanidade!
Não somos um armazenador de cultura e conhecimento!
Somos mais que isso!
Somos pessoas e devemos ser felizes em nossas escolhas!
Somos pessoas e devemos ter a capacidade de construir nossos sonhos!
Pra que viver sofrendo, triste, amargurado, mal amado, incompreendido, etc...?
A vida nos oferece vários caminhos.
Temos escolhas a fazer:
Com quem casar, onde morar, em que se formar, quantos filhos ter, como viver, etc...
Viver é muito difícil!
Ser livre também é muito difícil!
E normalmente estamos sempre adiando a felicidade!
Entendemos que a felicidade sempre pode esperar!
A viagem pode esperar!
O amor pode esperar!
O filho pode esperar!
O prazer pode esperar!
A vida passa muito rápido!
Zaapt!!!
Quando menos esperamos... um câncer, um enfarto... fim. Finito.
Acaba assim!
Sem uma música para anunciar o último capítulo.
Morremos no silêncio.
Passamos sem holofotes.
Não economize a sua felicidade!
A Morte é estúpida:
Chega e te leva embora!
Te enlaça nos braços e te põe pra dançar no salão negro.
O baile inicia com valsas de Strauss e termina com Tangos de Gardel.
A dama de negro te envolve e te despe da vida.
“amiga morte, vem!”
Ninguém se livra de um fim shakeaspeariano!
Ninguém discute com Bukówisk no auditório da faculdade.
Ninguém toma cerveja com Keruac.
Do outro lado existe um baile, mas você não foi convidado!
Então não perca tempo para começar a viver de verdade.
Antes que Rimbaud recite a sua última poesia
E o sol se ponha triste atrás da serra da pedra branca.

por mim mesmo.

OFICINAS TEATRAIS

METAMORPHOSIS
Água parada também apodrece
Assim como nossos sonhos
Nossos amores
Nossos corpos.
A vida não para.
A vida se transforma.
O amor não deixa de mover-se
De transformar-se
Mudança de cores
De texturas
De odores
De sabores...
A vida brinca como uma criança
Em um parque de diversões
Pula de brinquedo em brinquedo
O amor muda
Só não muda o objeto amado
Ou, às vezes, também muda.
Mas não acaba nunca.
Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio, já dizia o grego.
Não sei se bebia vinho quando desenvolvia suas filosofias,
Mas geralmente andavam alcoolizados pelo néctar de Baco.
Dionísios passeava pelas vinhas
E os homens contavam e bebiam
Em festas sexuais, ditirâmbicas.
As músicas espocavam nas noites
As uvas quando não são colhidas
Caem dos cachos
E criam novos ramos com suas sementes misturadas a areia
Dizem que o homem veio do barro
Tudo veio da lama
A origem de tudo é a água
Mas mesmo a água
Se não se renovar ou se movimentar
Apodrece.
Pensamentos petrificados
Síndrome de Gabriella (Jorge Amado).
Andar para trás ou para frente
Mas andar
O passado alicerça
O futuro é nuvem
A nuvem é água
A Terra é água
O corpo é água
A lágrima é a alma em forma líquida.
Até a lagarta se transforma numa linda borboleta!


por mim mesmo

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