ESPÍRITOS DA FLORESTA BRANCA
Serpenteia a víbora do seu covil pela neve
Azulada pelos raios de sol âmbar
Em busca de alimento de sangue quente
Seus olhos fitam o vazio tentando enxergar com sua língua bifurcada algo que se mova naquele local inóspito
Há um limite traçado no chão de algodão
Há uma árvore queimando próximo a uma cesta de maçãs vermelhas
Ouve-se som do vento cortando as planícies
Como se alguém viesse assoviando uma antiga canção xamântica
Há manifestações entranhas naquela paisagem
Gritos e gemidos
Danças e percussões
A víbora come as maçãs da cesta
Escorre sangue das suas presas
Seres incandescentes saltam da árvore em chamas
Dançam e criam um círculo ao redor da víbora ensanguentada com olhos de fogo
Neva
Faz frio
Mas os tambores são ouvidos pelas planícies
Seres andrógenos nus se esfregam de desejo
Peles cintilantes arrepiadas ora machos, ora fêmeas se entregam ao prazer
Penetram-se
Sem pudores e recusas
Orgasmos
Gritos
Fogo
Frio
Corpos empilhados
A VÍBORA SE ENROSCA
SUGA OS SEIOS
PERFURA A CARNE COM SUAS PRESAS
Penetra nos corpos
Troca de pele
Esguicha sangue criando uma inscrição inteligível no chão branco
Do céu cinza desce outro ser de luz cintilante
E todos se curvam em sua presença
O Rei corta algumas cabeças que se transformam em jardins e árvores
Ele lambe o fogo e bebe o sangue
Ele pisa a cabeça da víbora
E arranca suas presas
E toca um chofar que ecoa pelos vales
Olhos vidrados, ejacula e banha todos com seu sêmen fluorescente
A noite banha a floresta de negro e traz contraste com os seres cintilantes
Cânticos xamânticos proféticos explodem na noite
Até que todos penetram no Rei pela sua pele de fogo
E este some num raio de luz
Zapt!!!
O silêncio toma a floresta.
Amanhece...
Serpenteia a víbora do seu covil pela neve
Azulada pelos raios de sol âmbar
Em busca de alimento de sangue quente
Seus olhos fitam o vazio tentando enxergar com sua língua bifurcada algo que se mova naquele local inóspito
Há um limite traçado no chão de algodão
Há uma árvore queimando próximo a uma cesta de maçãs vermelhas
Ouve-se som do vento cortando as planícies
Como se alguém viesse assoviando uma antiga canção xamântica
Há manifestações entranhas naquela paisagem
Gritos e gemidos
Danças e percussões
A víbora come as maçãs da cesta
Escorre sangue das suas presas
Seres incandescentes saltam da árvore em chamas
Dançam e criam um círculo ao redor da víbora ensanguentada com olhos de fogo
Neva
Faz frio
Mas os tambores são ouvidos pelas planícies
Seres andrógenos nus se esfregam de desejo
Peles cintilantes arrepiadas ora machos, ora fêmeas se entregam ao prazer
Penetram-se
Sem pudores e recusas
Orgasmos
Gritos
Fogo
Frio
Corpos empilhados
A VÍBORA SE ENROSCA
SUGA OS SEIOS
PERFURA A CARNE COM SUAS PRESAS
Penetra nos corpos
Troca de pele
Esguicha sangue criando uma inscrição inteligível no chão branco
Do céu cinza desce outro ser de luz cintilante
E todos se curvam em sua presença
O Rei corta algumas cabeças que se transformam em jardins e árvores
Ele lambe o fogo e bebe o sangue
Ele pisa a cabeça da víbora
E arranca suas presas
E toca um chofar que ecoa pelos vales
Olhos vidrados, ejacula e banha todos com seu sêmen fluorescente
A noite banha a floresta de negro e traz contraste com os seres cintilantes
Cânticos xamânticos proféticos explodem na noite
Até que todos penetram no Rei pela sua pele de fogo
E este some num raio de luz
Zapt!!!
O silêncio toma a floresta.
Amanhece...

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