quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Desculpe se não te fiz feliz como o prometido, mas é que eu não pude me violentar, não pude fechar a porta e nem te dar um calço, não consegui fingir que não estava acontecendo nada, tive que seguir a minha verdade, embora ela não seja a coisa certa, mas a coisa certa não é tão certa assim e essa verdade coletiva é sempre a melhor mentira criada, porque a diretriz despetalou a rosa dos ventos.
Desculpe se precisei sair por um instante. Precisei observar a lua nascer por trás da serra.
Desculpe meu silêncio nervoso.
Desculpe meus pileques intelectuais.
Desculpe meus carinhos primitivos.
Desculpe meu sentimentalismo capitalista.
Eu tô por aí.
Desculpe minha maneira atirada de demonstrar amor.
Desculpe minha forma italiana de expressar o que penso.
Eu nunca joguei as minhas insatisfações na sua cara!!!
Desculpe se sou terrivelmente popular.
Desculpe meus vícios, minhas dependências.
Desculpe minhas carências!
Desculpe minhas exigências, mas eu sou dependente de carinho.
Desculpe tantas palavras.
Desculpe minha mania verborrágica!
Tenho uma maneira de comunicação poética estranha, onde utilizo as metáforas para me fazer entender.
Desculpe se complico, às vezes, a vida.
Desculpe, mas faço questão de ser amado.
Desculpe se sou sempre o errado.
Acho essa vida muito engraçada!
Tem dias que sorrio, mas é mais comum eu chorar.

Nenhum comentário:

Postagens populares