
Cruzando as pernas é o que estamos fazendo por aí. Cruzando as pernas é como temos andado por aí. Bêbados e covardes espreitam o próximo ato de megalomania. Poucos neurônios em acordo com a nossa pouca e limitada sabedoria tupiniquim.
Onde estão os intelectuais brasileiros atualmente? Estão enchendo a cara de whisky, patrocinado pela pensão do governo.
As pessoas te olham, mas o que elas conseguem enxergar?
Conjunto de notas surdas é a composição dessa sinfonia bufa!
Tudo que me tira do tédio, eu quero, mas não me permito fazer parte dessa alienativa onda demagógica e improdutiva.
Tenho tantos caminhos por onde transitar e agora, expecificamente agora, é por aqui que desejo trafegar.
Posso mudar de idéia. Devo mudar de idéia! Por isso somos humanos.
Estou cansado das piadas sem graça e tão profundas como uma xícara de café.
A inteligência está para a humanidade como um absorvente feminino.
Não há sentido nem razão que explique o dialeto da percepção.
Quantos cães estão te lambendo agora?
Por quantas poças de lama você já chafurdou lá fora?
Com que cara você ainda suporta se olhar no espelho?
Quantas vezes por dia você nega o que sente e omite o que pensa?
E cruzando as pernas a gente vai se equilibrando no arame.
O que importa pra muita gente é o prato de arroz com feijão. O resto é o resto!
O que importa o amor sem razão?
Por quais canais você se permite ter um orgasmo?
A estética moderna é cúmplice da orgia neurológica.
O que verdadeiramente nos importa é ter prazer; prazer em ser nada; em não significar nada; em não valer nada.
Nada nos faz mover um milímetro contra as nossas idéias pobres e infundadas.
Às vezes a gente não consegue sentir o gosto do pão com manteiga, pois, ficamos pensando na torrada com geleia do outro.
Ande com suas pernas, meu caro.
Não queira ser o que não tem capacidade para sê-lo.
Às vezes a melhor postura a se tomar é ficar estático e esperar que o sol volte amanhã.
Não podemos esquecer que o importante é ser feliz.
E ser feliz está nas coisas mais simples e nos momentos mais silenciosos.
Tire o pé do acelerador.
Pare um pouco.
Respire.
Feche os olhos.
Ouça.
Há sempre um bom momento para voltar atrás.
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