terça-feira, 10 de julho de 2007

"METAMÓRPHOSIS - O excesso de LUZ também causa a CEGUEIRA-

- SOBRE-VIVÊNCIA _
Por ronald rosman
Às vezes a vida não tem preço
Outras, ela não tem valor.
Quanto vale a sua vida?
Não se superestime!
Não se subestime!
Se sua vida se transformasse num filme
Se a roteirizassem
Seria um filme do Almodóvar
Ou um folhetim medíocre
De uma novelinha das seis?
Será que você pagaria para ver
O filme da sua vida?
Será que o veria até fim
Ou sairia no meio da cessão?
Quando o protagonista do filme é medíocre e fútil
Você sente uma certa antipatia por ele
Se o filme é sem ação e o conflito inconsistente
Não excita
Não provoca reflexão
Não permita que vivam sua vida por você
Querem sempre dar palpites
Mudar o roteiro
Criar caminhos que não queremos percorrer
Não queira viver a vida do outro
Ande com suas próprias pernas
E mesmo que tropece
Aprenda a se levantar com dignidade
Aceite a mão que se estende em sua direção
Mas não use ninguém como bengala
Não contabilize amor
Quanto mais você der, mais você terá
Projete a visão
Olhe para o horizonte
Tudo que fizer, faça com paixão e de verdade.
Não dê nada pela metade
Faça da sua vida um filme de sucesso
Você é o protagonista
Não deixe que transformem a sua vida
Num filme de terror
Àqueles que te criticam
Normalmente torcem pelo final triste
Para que você seja como eles: amargurados e mal amados.
(26% das mulheres não chegam ao orgasmo)
Querem que você não se destaque
Que faça parte da futilidade coletiva
Que seja apenas mais um medíocre infeliz -
Existe um papel sobrando
No filme da sua vida!
E ele deveria ser feito por você!
Não permita que outros
Protagonizem sua vida!!!!!!!!!
Tome a sua vida nas mãos
Tome posse de você mesmo
Todo ator tem sua luz
Existe um pino de luz para cada um
Não queira ocupar a luz dos outros
E não permita que fiquem na sua.
Assuma seus conflitos, seus amores, seus desejos, seus defeitos, suas qualidades, suas neuras...
Você é tudo isso!
É multifacetado!
É plural!
É flexível como bambu ao vento!
Há um sol para cada dia
E o amanhã será o hoje
Então não corra com a vida
Não tenha pressa
Viva cada dia de uma vez!
Não se exija demais!
Não seja relapso demais!
Equilibre a balança!
Aceite as dores do crescimento
Não fuja!
Não se acovarde!
Fale sempre a verdade!
Ame sem limite!
Ame em demasia!
Tenha os orgasmos sem culpa!
Não peque pela omissão!
Não tenha medo da felicidade!

Assim, quem sabe, o seu filme
Mudará a vida de muitas outras pessoas
Que estarão te assistindo
Pelas telas e palcos
Da vida.

(nuca negue um sorriso. Ele pode salvar uma vida.)

(O ser humano também tem data de validade, só que desconhece quando o prazo termina)

(e como diz o outro: “vamos pedir piedade pra essa gente careta e covarde”)
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domingo, 8 de julho de 2007



-PROTÓTIPOS-
Por ronald rosman

A covardia nos cerceou
Nos fez omitir a lascívia
Camuflá-la embaixo do manto
Projetou-nos à diante
Como se o futuro lá estivesse
Partimos rápido à frente
Mas deixamo-nos para trás
Amargamos o paladar da perda
A vida nos enganou
Nos passou a perna
Sinalizou para frente
Quando o futuro estava lá atrás
Mas o espírito é livre
Não se prende ao tempo
O futuro é o ontem
E não há horas nesse relógio
Quero voltar às origens
Preciso rever o xamã
Participar do ritual
Cantar e dançar na minha tribo
O tempo nos enganou
Deixamos os tesouros para trás
E fomos em busca do nada
O vazio estava lá
Em forma de conceitos sociais
Em forma de engodo, de promessas...
Temos que ter alguém para enforcar
Nosso espelho foi quebrado
E a imagem que se reflete
Está distorcida
O que eu vejo não existe
O presente é falso
Nós temos necessidade de fugir
Fugimos sempre
Queremos a porta escancarada
Saímos sem saber para onde ir
Presos às nossas amarras
Carregamos grilhões por onde passamos
Estampamos a medalha da covardia no peito
Onde foi que erramos o caminho?
Onde foi que nos deixamos enganar?
Preciso voltar para minha aldeia!
Encarar meus fantasmas sem medo!
Encontrar-me comigo mesmo
O elo perdido
Antes que seja tarde demais
Antes que esteja muito longe
Antes que perca a referência de quem eu era
O xamã continua lá no alto da colina
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Quem disse que o futuro está à frente?
Quem disse que a frente está adiante?
Quem disse que é lá que o futuro está?
Quem disse que eu quero fugir para lá?
Quem disse que para sermos felizes
Temos que abandonar nosso passado,
Negarmos nossas rugas?
Quem disse que para andarmos para frente
Temos que ir à diante?
Nossos sonhos estão dentro de nós
Faz parte do nosso espírito
Pintam uma felicidade que não existe
Desejam fabricar seres humanos em larga escala
Protótipos de robôs humanos!
Projetam um futuro para nós
Projetam a nossa felicidade
Projetam os nossos desejos
Projetam nossa casa, nossa família...
Nossos amores
Mas tudo é falso!
Como uma casa de bonecas
A caixa de Pandora
Caminhos estranhos
Verdades fabricadas
Fumaça!
Nos levam e nos abandonam
Ficamos perdidos
O espírito tem sede
O espírito quer voltar
Quer dançar junto à tribo
Se libertar dos grilhões.
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Nos ensinaram a temer o prazer
Nos apresentaram um Deus justiceiro
Nos mostraram que é através da dor
Que se alcança a salvação
Tarjaram o nosso órgão sexual
Nos oprimiram
Nos castraram
Envenenaram o nosso vinho
Fabricaram sonhos para nós
Nos cegaram com promessas falsas
Padronizaram-nos
Somos um exército de autômatos
Identificados por códigos de barra
Infectados por vírus
Sistema obstruído
Drivers e hardwares corrompidos
Repetimos frases
Repetimos idéias e ideais
Seguimos a sinalização -
Aprisionaram o nosso espírito
Nesse corpo corrompido.
Nos tornamos reféns
Do nosso próprio EU.
Oprimimos o orgasmo
Anulamos o prazer
Em troca de um futuro que nunca vai chegar
Pois ele está dentro de nós no aqui e agora.
O futuro é o nosso presente
É a nossa aldeia
A nossa tribo.
É lá que seremos felizes
Cantando e dançando com o xamã
Livre... Livre... Livre...
Eternamente.
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Antes escravos da nossa própria negação
Aceitamos os “nãos”
Quando nos perdemos de nós
Criamos personagens
Negamos tudo que somos
E tudo que desejamos
Mentimos para nós mesmos
Em busca da aceitação do outro
A nossa referência de quem somos
Vem do olhar alheio
Criamos um novo Deus
E viramos reféns desse Deus torturador
Tudo se tornou pecado
E para suportar a dor
Ocultamos nossos desejos e prazeres
Dissimulamos para um Deus Onisciente
E enviamos e-mails para Ele
Conversamos com ele pelo msn
O nosso Deus contemporâneo
Está sempre on-line
Nos confessamos
Deixando scraps no orkut Dele
E assim fingimos que somos santos
Almejamos uma santidade
Sem ter como pagar
Pois perdemos nossos valores
Os deixamos no passado
Junto com outros valores obsoletos
Sentimentos envelhecidos
Caídos em desuso
O importante é que nada importa
Nos acostumamos com as algemas que nos deram
Combina com a nova personalidade
Que adquirimos da novela
Negamos nossos desejos
Para realizarmos os dos outros
Por isso estamos infelizes
Estamos longe
Naufragamos no oceano dos equívocos de nós mesmos
Perdidos e sem bússola
A vida nos passou a perna
Fomos enganados pelas promessas
Que nos fizeram
Fora da nossa aldeia somos vulneráveis
Enfraquecemos
O futuro julga Deus
Por si mesmo
Com desfeitos e conceitos humanos
Personificam Deus
Assim como fizeram conosco
Transplante de personalidade
Precisamos refazer o caminho
A sofisticação está na simplicidade
Sejamos orgânicos e viscerais
Voltemos às origens
À aldeia
À nossa raiz
Beber do néctar
Provar dos temperos
Caminhar pela vinha
Dançar e cantar
Ritualizar
Antes que seja tarde
E que não achemos mais o caminho de volta
Ou quando não tivemos mais pra onde voltar
Quando a nossa aldeia já não existir mais
Nossa tribo for dizimada
E só restar
As cinzas.
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